12º Domingo do Tempo Comum

comum_tempo_02Os Textos

1ª Leitura – Zc 12,10-11;13,1

Salmo – Sl 62,2.abcd.2e-4.5-6.8-9 (R. 2ce)

2ª Leitura – Gl 3,26-29

Evangelho – Lc 9,18-24

A Realidade

Certa vez, perguntei a uma pessoa simples do nosso interior, adulto sem a primeira comunhão, se já tinha ouvido falar em Jesus Cristo. Respondeu: – Umas duas vezes por ano mais ou menos. Mas eu sou muito devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Muitas vezes o ex-católico que se tornou crente costuma dizer que “encontrou Jesus Cristo”. Que significa isso? Na Igreja católica certamente nada sabia dele. Ou não?

Mas, mesmo em nossos meios mais “esclarecidos”, o que é que se costuma dizer ou pensar de Jesus Cristo? É um poderoso curandeiro? É um poderoso total, capaz de resolver todos os meus problemas? Ele nos salva com seu poder, sua força? Ou com sua fraqueza e sua humilhação, assumidas com coerência?

A Palavra

Temos neste domingo a profissão de fé de Pedro no Evangelho segundo Lucas (Lc 9, 18-24). Não se fala em lugar, mas Jesus está em oração. Depois que Pedro afirma que ele é o Messias de Deus, Jesus passa a falar da paixão e Pedro não o repreende como faz em Marcos e em Mateus.

Jesus se apresenta em seguida como Messias sofredor, humilhado pelas autoridades civis e religiosas de seu povo, morto, porém ressuscitado. Na ressurreição Deus confirma que a cruz era mesmo o caminho da vida, que o ferido e trespassado (1a. Leitura) é a fonte que lava os pecados da humanidade.

Quem quiser segui-lo, que siga, Jesus continua falando. Deixe tudo o mais para trás e tome o caminho da cruz, porque os caminhos do sucesso, do prestígio, da fama, do poder, não levam para a vida.

O Mistério

Às crianças que iam fazer sua primeira comunhão eu explicava o significado do gesto de Jesus na última ceia: entregou um pedaço do pão para cada, dizendo que aquele pão era seu corpo, era ele. Perguntava, em seguida: “Vocês têm coragem de deixar tirar pedaços de vocês?” Seus rostinhos diziam que não. Eu questionava: “Por que, então, vocês querem comungar?” Ficava no ar certo impasse. Um dia um menino respondeu-me: “Por isso mesmo!”.

Estava totalmente certo. Anunciamos a morte do Senhor e proclamamos a sua ressurreição não por outro motivo que não seja buscar nele a força de fazermos o mesmo que ele fez naquela ceia derradeira: entregar a vida para que todos tenham vida.

José Luiz Gonzaga do Prado