17º Domingo do Tempo Comum

comum_tempo_02Os Textos

1ª Leitura – Gn 18,20-32

Salmo – Sl 137,1-2a.2bc-3.6-7ab.7c.8 (R. 3a)

2ª Leitura – Cl 2,12-14

Evangelho – Lc 11,1-13

A Realidade

Desde o início da humanidade, ao que parece, em todos os povos a oração ocupa um lugar importante. O ser humano frágil dirigir-se a um ser pessoal superior, especialmente em momentos de dificuldade ou de medo, parece fazer parte da condição humana em qualquer época.

Hoje, porém, os meios de comunicação (a TV especialmente) se sentem obrigados a ser agnósticos, a dizer ‘nem creio nem deixo de crer’, e a excluir, por profissão, a idéia de Deus e da oração.

Para alguns, oração é um desfilar de pedidos particulares e individualistas. Hoje, então, com a força do individualismo, quem reza, reza para conseguir solução para seus problemas de saúde, de dinheiro e de paz.

Mesmo assim, rezar é reconhecer a própria incapacidade.

A Palavra

Lucas é o Evangelho da oração. No trecho que lemos hoje, Jesus está orando num lugar qualquer, depois um discípulo pede que ele ensine a rezar. Jesus não ensina uma fórmula, mostra o que devemos pedir.

Primeiro, que venha o Reinado de Deus e seu nome seja santificado, o que é a mesma coisa. Na segunda parte, que a gente não trabalhe contra, errando, seja perdoado e não caia na tentação. No centro, o pão de cada dia.

O Evangelho segue insistindo na necessidade da oração. Usa até mesmo a comparação do fulano que bate à porta do outro até que, amolado, esse lhe arranje o que quer. Insistir tanto, a ponto de Deus perder a paciência com a gente, algo parecido com a oração de Abrão na Primeira Leitura.

Termina, porém, com outra comparação: Se vocês que são maus sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais Deus. Não dará de bom grado o Espírito (não saúde, dinheiro ou paz com os seus) a quem o pedir?

O Mistério

Na Missa, a oração do Pai Nosso é a dobradiça que articula a Comunhão com a Oração Eucarística, ligada à liturgia da Palavra.

Depois de ouvir a mensagem e de celebrar sua realização na morte e ressurreição de Cristo, preparando a sua vinda, passamos para a Comunhão.

A mesa comum celebra Deus pai de todos, o seu Reinado e a sua Vontade que se devem realizar assim na terra como no céu. As desigualdades deste mundo serão vencidas, pois aqui já celebramos a igualdade perfeita e nos alimentamos do pão entregue por todos e partido entre todos.

José Luiz Gonzaga do Prado