17º Domingo do Tempo Comum

Os Textos

1ª Leitura – 1Rs 3, 5.-712

Salmo – Sl 118,57.72.76-77.127-128.129-130 (R.97a)

2ª Leitura – Rm 8,28-30

Evangelho – Mt 13,44-52

A Realidade

“Ah! Desculpa, não deu tempo!” Essa desculpa não cola. Quando a gente diz que não teve tempo para fazer certas coisas, como uma visita, participar de alguma reunião, é porque tinha outra coisa mais importante a fazer.

A questão não é de tempo, é de prioridade, a gente faz primeiro, dá mais tempo àquilo que julga mais importante, mesmo que seja ficar descansando ou vendo televisão. Para as coisas secundárias o tempo não dá.

A Palavra

Está bem entendido que o Reino dos Céus de que fala o Evangelho segundo Mateus não é o Céu, é o reinado de Deus que começa a acontecer na comunidade cristã. E ele tem dois lados: A motivação, a paixão que provoca em quem o descobre, mas também a mistura do mal ao lado do bem, que só no fim se separam.

Encerrando suas parábolas sobre o Reino dos Céus, Jesus faz duas comparações que falam da motivação da pessoa que entende de verdade o que seja esse reinado de Deus. É como alguém que encontrou um tesouro ou uma pedra de grande valor. Vale todo o sacrifício.

O Evangelista acrescenta também a comparação da rede de pescador. Nem tudo o que cai na rede é peixe e peixe bom. Recolhida a rede, é hora de apurar. Assim o Reino dos Céus que acontece na comunidade cristã é a rede cheia de peixes bons e maus, antes da apuração.

Se para alguns o Reino dos Céus merece todo sacrifício, a rede que o representa, entretanto ainda está cheia de peixes bons e maus.

Na Primeira Leitura o livro dos Reis apresenta a oração de Salomão quando começa a governar o povo. Ele não pede riqueza nem saúde nem o fim dos que lhe querem mal, só pede a Deus sabedoria e bom senso para cumprir sua tarefa. Isso é o que vale a pena.

O Mistério

Se alguém entendeu que o Reinado de Deus era coisa pela qual valia a pena sacrificar até a própria vida, esse foi Jesus. Coerente com a sua pregação, atento aos apelos de Deus, ele foi “obediente até a morte e morte de cruz”.

Na Eucaristia celebramos exatamente o momento quando, para se tornar realmente o cordeiro que tira o pecado do mundo, ele assumiu enfrentar essa morte que para um judeu era uma maldição divina.

Perguntando às crianças porque queriam comungar, se não eram capazes de ‘dar o sangue’ pelos outros, um menino me respondeu; “Por isso mesmo!”.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende – MG