1º Domingo da Quaresma

quaresmaOs Textos

1ª Leitura – Gn 9,8-15

Salmo – Sl 24,4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. cf. 10)

2ª Leitura – 1Pd 3,18-22

Evangelho – Mc 1,12-15

A Realidade

Ouve-se muito freqüentemente em nosso meio a palavra evangelizar. Que será que as pessoas entendem por isso? Ensinar religião às pessoas? Ajudar as pessoas a conhecerem melhor a Bíblia, os Evangelhos? Doutrinar? Ensinar ou impor às pessoas as normas, hábitos e costumes religiosos católicos? O que será que é mesmo “evangelizar”?

A Palavra

O mundo começou num paraíso, segundo a Bíblia. Aí o ser humano e a natureza estão em completa harmonia. Agora, depois do dilúvio, o mundo começa novamente, deve ser um novo paraíso. É o que ouvimos na primeira Leitura.

A carta de Pedro, a segunda Leitura, foi escrita a cristãos de condição humilde, escravos e estranhos no lugar. Viviam uma situação sem saída e sem explicação. Nada a fazer? Não. Foi no sofrimento que Jesus salvou a humanidade.

No Evangelho, Jesus se prepara para a missão com quarenta dias de jejum e provação. O deserto antecipa o Paraíso, ali ele convive pacificamente com as feras. Depois ele vai dizer ao mundo que precisa mudar de mentalidade e acolher a Boa Notícia.

Os quarenta dias de deserto e provação lembram também os quarenta anos de deserto do povo que buscava a Terra Prometida.

A pregação de Jesus se resume em pouca coisa: Está na hora do Reinado de Deus, chega de reinado dos césares, do dinheiro ou do mercado! Mas é preciso mudar a cabeça, fazer uma metanoia, uma mudança de mentalidade, e crer, acolher, topar a Boa Notícia. Se a gente não acredita, ela não acontece! Evangelizar é anunciar a Boa Notícia.

Qual é a Boa Notícia? É a notícia de que o Reinado de Deus está chegando, deve chegar o mais rápido possível. O Reinado de Deus é o oposto do que hoje governa o mundo. Para mudar é preciso acreditar.

O Mistério

Celebramos na Eucaristia, a reviravolta que acontece na história da humanidade. O fracasso da cruz é a glória, é a salvação. Se queremos e esperamos uma nova humanidade solidária na comunhão, é preciso inverter os esquemas, passar pela humilhação e entrega de si mesmo para ser partilhado como o Pão.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende