1º Domingo do Advento – Início do Ano Litúrgico B

9003advento- 1ª semana

Os Textos

1ª Leitura – Is 63,16b-17.19b;64,2b-7

Salmo – Sl 79 2ac.3b.15-16.18-19(R.4)

2ª Leitura – ICor 1,3-9

Evangelho – Mc 13,33-37

A Realidade

Há alguns anos li que o Sagrado Coração de Jesus (!) apareceu ao Padre Gobbi e disse que no ano de 1998, por ser 666 x 3, entre outros sinais do fim dos tempos, o Papa seria assassinado e um falso papa seria colocado no seu lugar. Será que isso aconteceu e a gente não ficou sabendo?

Está sempre presente a tentação de falar em catástrofes que anunciam o fim dos tempos. Não é raro a gente ouvir: “Isso tudo está na Bíblia” ou “está no Apocalipse”. Aliás, a palavra grega apocalipse significa ‘revelação’, mas hoje é entendida como catástrofe final.

A Palavra

Começamos o ano litúrgico falando do fim. É que celebramos a vinda ou advento de Jesus. Isso não se reduz a lembrar o seu nascimento. É uma chegada que acontece e acontecerá, sem a menor dúvida, a cada um de nós.

A Primeira Leitura diz: “Ah! Se abrisses os céus e descesses!” e também: “Todos parecemos coisa imunda. Murchamos todos nós como folhas secas, como vento, nossos pecados nos arrastam.”.

Ao final do capítulo em que fala da destruição de Jerusalém e da vinda do Filho do Homem nas nuvens do céu, o Evangelho de Marcos acrescenta uma palavra de Jesus sobre a vigilância. Ninguém sabe quando será o seu encontro final com Aquele que é o juiz deste mundo.

A parábola do Senhor que viaja é ilustrativa. Dá a cada um uma tarefa, mas, ao final, todos são porteiros, todos devem vigiar, devem cuidar da casa de todos. Não se pode dizer: “Eu não sou guarda de meu irmão!”. Não importa a que horas ele chegue, importa que cada um esteja vigilante, cumprindo fielmente a tarefa de servir a todos.

O Mistério

A Eucaristia celebra a morte e ressurreição do Senhor até que ele venha. Antecipa sua chegada como juiz e como messias. A igualdade da mesa comum condena as desigualdades do nosso mundo. Precisamos estar atentos, para não sermos condenados com este mundo. A entrega que Jesus faz de si mesmo condena o nosso egoísmo. Estamos cheios de nós mesmos e ele inteiramente vazio de si, entregando-se à cruz por fidelidade ao Pai e ao seu projeto.

A mesa de irmãos antecipa o reinado de Deus, a sua vontade realizada aqui na terra como no céu. “Celebramos a festa e a alegria fazendo comunhão”, arremedando aquilo que esperamos.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende