25º Domingo do Tempo Comum

Os Textos

A Realidade

Não é raro ouvirem-se queixas assim: “Eu sempre participei, sempre ajudei, há muito tempo faço isso, e os que chegam agora recebem mais atenção, mais consideração, parece que valem mais do que a gente que colabora há tanto tempo. Será que o que eu fiz não valeu nada?”.

Isso para não falar daquele ou daquela que vendo alguém na fila da comunhão começa a pensar: “Como é que essa pessoa pode comungar?”

A Palavra

A comunidade que nos deu o Evangelho segundo Mateus, o Evangelho dos judeus cristãos, passou anos caminhando fora da Palestina, indo de povoado em povoado. Como faziam para se manter? Os homens ficavam o dia todo na praça à espera de alguém que os chamasse para algum serviço. Muita coisa marcante lhes acontecia.

Dessa sua experiência de vida surgiu a comparação com o Reinado de Deus. Algum patrão deve ter pensado mais na necessidade do trabalhador do que no seu lucro e pagou a diária mesmo para quem trabalhou pouco tempo. Por outro lado a mensagem sobre Jesus que eles levavam encontrou boa acolhida da parte de não judeus.

Daí a parábola: aqueles que só foram chamados ao fim da tarde receberam a mesma diária que os que trabalharam desde cedo. Assim faz Deus. Os não-judeus, só agora chamados à fé, participam das realidades do Reinado de Deus da mesma forma que o povo eleito, os judeus. Não importa quando Deus chama, importa é a disposição de trabalhar.

O povo, no cativeiro da Babilônia, não via saída, já não tinha esperança. Mas Deus não pensa dessa forma, basta sermos fiéis a ele, seguir seus caminhos, que uma saída se há de encontrar. É o que diz o poema guardado para nós no livro de Isaías e que vamos ouvir na Primeira Leitura de hoje.

No Salmo louvamos a bondade de Deus, maior do que a gente imagina.

O Mistério

A Eucaristia celebra a festa de todos, todos participando da mesma mesa, todos cantando, todos participando. É a realização plena do Reinado de Deus, da vontade de Deus, muito superior à nossa, acontecendo ‘assim na terra como no céu’.

Celebramos também aquele que se entrega à morte maldita de cruz, não para premiar os ‘santinhos’, mas para salvar, libertar os pecadores, o momento em que Jesus decide dar o sangue para ‘a remissão dos pecados’.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende