28º Domingo do Tempo Comum

Os Textos

A Realidade

Muitas pessoas têm dificuldade de participar de um Grupo de Reflexão ou de um encontro ou curso de formação bíblica ou coisa semelhante. Quase sempre têm ocupações mais importantes ou estão cansadas, quando não se sentem diminuídas por dar atenção a pessoas menos capazes ou temem ouvir coisas que as incomodariam. O fato é que sempre há motivos para não aceitar o convite.

Outras vezes ou em outros lugares o incentivo é grande e pode acontecer de alguém vir participar sem estar de espírito preparado, sem entender bem de que se trata e, então, acaba se excluindo também.

A Palavra

Na Primeira Leitura, preparando o Evangelho, a salvação do povo escravo é apresentada como uma festa. Deus dá essa festa na sua montanha, na terra do povo de Israel. Hoje a Igreja, a Comunidade, o Grupo de Reflexão é uma festa para a qual todos são convidados.

O Evangelho também fala de uma festa, festa do casamento do Filho do Rei. Jesus é o Filho, é o Noivo. Os primeiros convidados são os chefes do povo do Primeiro Testamento. A comunidade que nos deu este Evangelho era de cristãos judeus, mas teve de sair de Jerusalém e da Palestina. Foi pelo mundo a fora convidando todos a entrar para ‘a festa do casamento’.

Convidaram judeus e não judeus, bons e ‘maus’ sem distinção, até que o local da festa ficou repleto. O reinado de Deus foi comparado no mesmo Evangelho a rede que pesca peixes bons e maus, o joio ao lado do trigo. Só no momento da colheita ou da escolha dos peixes, os que não estão preparados serão atirados nas ‘trevas exteriores’. O julgamento é quando o rei entra na sala para ver os convidados.

O Mistério

“Felizes os convidados…”. “Ensaiamos a festa e a alegria fazendo comunhão”. A Eucaristia celebra esse banquete, essa festa de casamento. Os sinais são extremamente pobres, mas a festa realmente é dos pobres. Os chefes não aceitaram o convite. É a festa do casamento do Cordeiro sacrificado e de pé.

Sacrificado onde ninguém se sacrifica pelo outro, ao contrário, explora, ele abre um caminho novo, tira o pecado do mundo. O banquete, então, deixa de ser coisa das elites, é a festa do povo. Assim também ele condena os que querem na festa “humilhar os que nada têm” (1Cor 11,22).

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende