2º Domingo da Quaresma

Os Textosquaresma

1ª Leitura – Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18

Salmo – Sl 115,10 15.16-17.18-19 (R. Sl 114,9)

2ª Leitura – Rm 8,31b-34

Evangelho – Mc 9,2-10

A Realidade

Hoje, falar de sacrifício, austeridade, moderação, está fora de moda, já não cola. Parece que o que importa sempre é curtir, aproveitar a vida, buscar todo o tipo de conforto e prazer. Privar-se conscientemente disso parece absurdo e sem sentido.

Por outro lado, um casal, por exemplo, que se privou de muitas coisas para ver o filho formado, quando participa dessa formatura não se sente inteiramente recompensado por todas as privações a que se submeteu?

Quando é que o sacrifício vale a pena?

A Palavra

A narrativa do sacrifício de Abraão, objeto da Primeira Leitura de hoje, foi escrita mais de mil anos depois da época dos personagens. Só pode ter um valor simbólico. Para nós cristãos, ela lembra o sacrifício e a vitória, a morte e ressurreição de Jesus.

Para Paulo a fé no crucificado-ressuscitado como Salvação da humanidade é tudo. Tendo falado desta fé, ele reafirma, na Segunda Leitura, a sua confiança naquele em que ele crê, no amor de Jesus que, morto ressuscitado, está ao lado de Deus.

Jesus falou e vai falar aos Apóstolos de sua morte humilhante de cruz, assunto que eles não querem ouvir. Nesse ponto o Evangelho coloca a transfiguração. Ela vem dizer que a cruz não é o fracasso total, não é o fim, em seguida vem a ressurreição. Tudo está na Bíblia, Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas) conversam sobre isso com Jesus.

Pedro apenas vê Jesus ao lado dos grandes personagens, quer uma tenda para cada um. Não entendeu que Jesus, em sua morte e ressurreição, é o centro, é o ponto de chegada da Lei e dos Profetas.

A voz do céu manda ouvir Jesus, o que os Apóstolos não faziam. E diz que Jesus é o querido Servo Sofredor de quem falam 4 poemas do livro de Isaías, aquele que vence a violência com a não-violência, vence a opressão sendo vítima resistente e calada da opressão.

Os Apóstolos continuam não entendendo a morte que leva à ressurreição, preferem discutir a pôr em prática.

O Mistério

Anunciamos a morte do Senhor e celebramos a sua ressurreição até que ele venha. A missa nos lembra sempre que esse é o caminho, essa a esperança, essa a chegada de um mundo que busca paz e segurança, mas ainda não encontrou o verdadeiro caminho, o da doação de si mesmo.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende