4º Domingo do Tempo Comum

Os Textos

1ª Leitura – Dt 18,15-20

Salmo – Sl 94,1-2.6-7.8-9 (R. 8)

2ª Leitura – 1Cor 7,32-35

Evangelho – Mc 1,21-28

A Realidade

Outro dia, quando cheguei à praça ouvi uma gritaria e, do outro lado, dois meninos que diziam: “Olha a briga! Vamos ver a briga!”. E correram na direção de onde vinham os gritos. Não era briga. Era uma dessas igrejas onde o pessoal fica gritando. Deviam estar “expulsando algum demônio”. Por que será que nesses ambientes sempre aparecem “demônios”? Já pensou nisso?

A Palavra

Depois de anunciar a chegada próxima do Reinado de Deus e de começar a reunir os irmãos para formar sua nova comunidade religiosa, Jesus vai ensinar na instituição religiosa de sua gente, a sinagoga. O povo admira a autoridade que tem o seu ensinamento e o compara com os dirigentes da sinagoga, a antiga instituição religiosa.

O homem ali estava com um mau espírito. O mau espírito estava dentro da instituição religiosa, a sinagoga, comandada pelos escribas. Jesus os incomoda, é uma ameaça. Notar como o homem com mau espírito fala em nome de todos eles: “Vieste para nos destruir”!

Dali da Galileia tinham saído os revoltosos para tomar o poder em Jerusalém e cada líder se fazia proclamar Messias, o Salvador da pátria. Jesus não se deixa confundir com eles. Manda que o mau espírito se cale e saia do homem.

Cresce a admiração do povo. Os chefes certamente se viram perdidos e violentados. Jesus traz um ensinamento novo, uma nova proposta, diferente daquelas esperanças limitadas dos que só queriam uma solução de momento para a sua nação. Jesus não é um chefe político nacional, mas é o verdadeiro guia de todo o povo, como o profeta semelhante a Moisés, anunciado na primeira leitura.

O Mistério

O Evangelho segundo Marcos, lido nos domingos deste ano, frequentemente diz que Jesus ensinava, mas quase nunca diz o que ensinava. É que Jesus ensina com as atitudes, com sua prática, com sua maneira de viver.

Assim é a eucaristia que ele nos mandou celebrar. A oração Eucarística V diz: “mandando que se faça o mesmo que ele fez”. Que fez ele naquela Ceia derradeira? Entregou-se à morte de cruz. Para fazer o que ele fez basta repetir o seu gesto com o pão e o vinho e dizer as mesmas palavras dele?

Não seria necessário também repetir a sua atitude, assumir o sacrifício em favor de todos?

José Luiz Gonzaga do Prado