5º Domingo do Tempo Comum

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Os Textos

1ª Leitura – Is 58,7-10

Salmo – Sl 111,4-5.6-7.8a.9 (R.4b.3b)

2ª Leitura – 1Cor 2,1-5

Evangelho – Mt 5,13-16

A Realidade

Uma das características mais marcantes da nossa sociedade atual é o individualismo. A valorização da pessoa, cada qual ter sua opinião e ver respeitado seu jeito de ser, o lado bom, passa facilmente para o lado mau, o individualismo, cada qual pensar só em si e nos seus interesses.

Até na prática religiosa é forte a tendência ao individualismo. O lema das antigas Missões “Salva a Tua Alma” ainda se pode ler em algum cruzeiro. Ficava a impressão de que o objetivo da vida cristã era o indivíduo escapar do inferno e nada mais.

A Palavra

Depois do exílio da Babilônia o povo que retornara a Judá tentava se reorganizar. Alguns insistiam nas devoções, no culto, nos jejuns e coisas semelhantes. O texto do livro de Isaías escolhido para a Primeira leitura é dessa época e fala, então, do jejum que agrada a Deus e faz da pessoa uma luz para os outros.

No Salmo cantamos que é uma luz aquele que tem o temor de Deus, é fiel à sua lei, isto é, que sabe respeitar o mais fraco.

No Evangelho, tendo visto a multidão sofredora, Jesus instrui os discípulos. Ninguém segue Jesus para salvar a própria pele. O discípulo existe para salvar a humanidade. É sal que conserva, é luz que mostra o caminho. Sal para a terra, luz para o mundo, não para si mesmo.

O sal conserva e a luz ilumina. As duas ações se completam: não deixar que a terra se corrompa, como o peixe ou a carne sem o sal, e iluminar, sem medo, os caminhos do mundo.

O sal que perde a força de impedir a corrupção e a luz apagada ou dentro de uma vasilha, de medo do vento, para nada servem. A luz, porém, deve iluminar não o discípulo, fazendo dele uma estrela, deve mostrar a vontade do Pai, para que o mundo a cumpra e todos o glorifiquem.

O Mistério

O espetáculo que celebramos na Eucaristia é o do grande fracasso da cruz. Seria apenas mais um inimigo do poder pendurado pelos braços numa estaca. A morte de mais um condenado pelo Império poderia passar despercebida como tantas outras, mas foi assumida livremente em favor da humanidade corrompida e perdida, e tornou-se sal e luz para o mundo, para a terra inteira.

Eis o cordeiro que tira o pecado do mundo. A morte que o Corpo e Sangue separados significam tira do mundo a corrupção e as trevas.

José Luiz Gonzaga do Prado