6º Domingo da Páscoa

Os Textos

Primeira Leitura – At 8,5-8.14-17

Responsório – Sl 65,1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R.1.2a)

Segunda Leitura – 1Pd 3,15-18

Evangelho – Jo 14,15-21


A Realidade

Sobre o cadáver do pai, morto em acidente de trabalho, Joseph Cardjin jurou dedicar sua vida aos operários. Nos primeiros anos de padre, preso como agitador social, fazia reuniões com os companheiros de cela. Criou, então, o método VER-JULGAR-AGIR. Via com eles um fato do cotidiano, suas causas e consequências, os lados bons e ruins do fato. Em seguida, para julgar à luz do Evangelho perguntava “Que faria Jesus se estivesse no nosso lugar?” e, a partir daí, chegavam ao AGIR.
Assim aprendiam a ligar os dois pólos, a Bíblia e a Vida, e a luz da Palavra de Deus, então, se acendia.
A Palavra
No Evangelho de hoje Jesus se despede dos discípulos, mas não nos deixa sozinhos no meio da humanidade perversa e desorientada. Seu Espírito nos protege e a cada momento pode nos dizer o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar.
É o espírito da verdade, o Espírito que é a Verdade, Verdade que é o Amor fiel de Deus, que Jesus revela ao entregar-se livremente à morte de cruz em favor de todos. Na cruz é que Jesus diz a Verdade.
Isso o mundo não entende, não admite, por isso não é capaz de receber o Espírito-Verdade. O discípulo entende e é capaz de receber, porque ama Jesus e cumpre os seus mandamentos, que não são muitos como os de Moisés, é único: “amar como ele amou”.
No dia da ressurreição, que estamos vivendo, nós vemos Jesus vivo, vivemos com ele e com o Pai e ele se mostra a nós nos acontecimentos. Agora é ter olhos para enxergar Jesus vivo, à luz dele julgar o que acontece e agir movidos pelo Espírito-Verdade-Amor fiel.
Na primeira Leitura, perseguido, Felipe teve de sair de Jerusalém, mas não desanimou, levou o Evangelho fora do ambiente judeu. O fato negativo da perseguição abriu novos horizontes.
A carta de Pedro anima os cristãos pobres e excluídos a terem respeito e cuidado, mas sem medo de dar as razões da sua esperança. O que sofrem no momento é força de salvação como a morte humilhante de Jesus.
O Mistério
A Eucaristia deve celebrar a vida, o dia a dia impregnado do Espírito-Verdade-Amor. A utopia da comunhão assim na terra como no céu começa a acontecer nos sacrifícios cotidianos em favor dos outros. O Cordeiro tira o pecado do mundo quando podamos o egoísta que está dentro de nós.

José Luiz Gonzaga do Prado