Destaques, Formação, Liturgia › 16/04/2017

“Banhados em cristo somos uma nova criatura”

Por padre Gledson Antonio Domingos, Pároco da Paróquia e São Benedito – Passos –MG , Coordenador diocesano de liturgia

“A igreja nasce no ato do sacrifício pascal de Cristo, mas somente cinquenta dias após a ressurreição o Espírito Santo é dadoà primeira comunidade cristã reunida em assembleia. Esse tempo é de fundamental importância para os apóstolos chamados a serem o fundamento da Igreja. Para responder essa vocação, eles tiveram que percorrer esse itinerário de fé, para adquirir plena consciência do novo modo de presença de Jesus ressuscitado no meio deles e para compreender que o Reino, mesmo não sendo desse mundo, deve ser construído no mundo, segundo o claro mandamento do Senhor.”

Esse tempo nós chamamos de Tempo Pascal, que esta no ciclo da páscoa, que inclui o tempo da quaresma e tempo pascal. Tempo esse que reavaliamos nossas atitudes, e depois de uma verdadeira conversão, ou, pelo menos uma melhora, podemos celebrar o Cristo Ressuscitado, com a mesma força dada aos discípulos naquele tempo, pelo Espirito Santo. Embora, hoje, vivendo outra realidade, mas sofredora como daquela época.

Depois de vivenciarmos o período quaresmal celebramos o chamado tríduo pascal, que começa com a comumente chamada “missa do lava – pés”, a “Ceia do Senhor,” culminando com a Vigília das vigílias, onde na noite de sábado ansiosos aguarmos a ressurreição do nosso Salvador. E assim damos inicio ao tempo pascal no qual através das celebrações trazemos para nossa vida a verdadeira Vida Ressuscitada, que não nos deixa mais ser Velho Homem, mais Novo Homem renascido no Cristo.

 Nesse período celebramos de paramentos brancos, que simbolizam a pureza e a festa, e culminamos celebrando de vermelho, onde os Espirito Santo vem em forma de fogo sobre nós, onde através de seus dons ascende a chama do amor de Deus na sua Igreja, povo vivo.

Na primeira semana do tempo pascal, temos a chamada “Oitava da Páscoa”, na qual durante toda semana vivemos uma Páscoa única, ou seja, todo dia é Páscoa. Nos domingos seguintes, nos evangelhos, temos as parições do Ressuscitado, isso acontece nos três primeiros domingos; sendo que o segundo domingo celebramos também o Domingo da Misericórdia, afirmado pelo papa João Paulo II no ano 2000. Já no quarto domingo celebramos o Bom Pastor, Jesus que se mostra como Pastor ou Porta por onde passam as ovelhas. Nos outros domingos temos os trechos do discurso (V – VI dom.) e da oração do Senhor (VII dom.) depois da ultima Ceia.

Ainda sobre os textos bíblicos para o tempo da páscoa, agora olhando para as leituras, temos:

  • Primeira leitura; os Atos dos Apóstolos que substituem o Antigo Testamento, pois vem relatando a cada ano elementos sobre a vida, o testemunho e o desenvolvimento da “Igreja primitiva”; Sendo que os dois primeiros domingos dos anos A-B-C são iguais, e a partir do quarto domingo da páscoa até o sétimo muda-se os texto, mas sempre relatando o crescimento da comunidade cristã.
  • Segunda leitura: faz-se semicontínua de 1Pd no ano A; 1Jo no ano B e Ap: no ano C

Vale apena relembrarmos que aqui no Brasil no sétimo domingo da pascoa celebramos as Ascenção do Senhor, o Senhor que sobe ao céu, mas não nos deixa órfãos, nos deixa o Espirito Santo como defensor e animador de nossas ações boas no mundo, que já mencionamos no inicio de nossa conversa. Esse dia tão esperado também que é a vinda do Espirito Santo sobre os apóstolos e todos nós igreja se dá na Solenidade de Pentecostes, que são cinquenta dias após a ressurreição do Senhor.

Portanto, meus irmãos e irmãs, durante esse tempo Deus nos chama através de Sua Igreja, a sermos pessoas renascidas da água e no Espirito, por isso cantamos: “BANHADOS EM CRISTO SOMOS UMA NOVA CRIATURA, AS COISAS ANTIGAS JÁ SE PASSARAM, SOMOS NASCIDOS DE NOVO, ALELUIA”.