Notícias › 20/05/2018

Conselheiros e agentes de pastoral: Cristão em saída

Conduzindo a segunda palestra da Jornada Diocesana de Formação para Leigos, Padre Alexandre, responsável pela paróquia São José em Machado, refletiu sobre o tema: “Conselheiros e agentes de Pastoral”.

Segundo o palestrante, os líderes estão no conselho de pastoral mas, antes, estão na comunidade, fazem parte dos seguidores de Jesus e agem de acordo com sua fé. É na alegria de saber que fazem parte da Igreja, portadores da Boa- Nova, que trabalham na articulação da comunidade cristã.

Muito além de exercer um trabalho na Igreja, o leigo atuante é marcado por uma experiência de fé vivida em comunhão e quer anunciá-la. Papa Francisco, nesse sentido, afirmou, na exortação apostólica A Alegria do Evangelho, que o cristão “tem que ser missionário”, mas agora reitera em sua última exortação Alegrai-vos e Exultai que “o cristão tem de ser um missionário, mas um missionário santo”, tornando-se um evangelizador que reza e trabalha.

Padre Alexandre, continuando a meditação do papa Francisco, diz que não servem propostas místicas desprovidas de uma espiritualidade missionária, mas é necessário uma mística que seja capaz transformar o coração e a realidade das pessoas. “Precisamos ser pessoas em estado permanente de conversão”, concluiu.

Segundo Maria Vita dos Reis, da cidade de Alfenas, “as pessoas podem estar a serviço em uma pastoral, ser um padre, ou até um bispo, mas se ela não tiver uma afinidade com Deus, um espírito de oração, não conseguirá entender bem qual é seu papel e executar bem sua missão, pois, sem espiritualidade, não conseguimos pensar como Jesus pensou a ação pastoral”.

Fé não é somente olhar para Cristo, este é o primeiro passo, mas ela deve ser também, a partir do olhar a Cristo, um olhar para o mundo. Em outras palavras, o cristão precisa olhar o mundo com os olhos de Jesus. Nesse sentido, padre Alexandre enfatizou: “vocês têm a missão de transformar o mundo, e a grande base para fazer isso é a comunidade de fé, a qual vocês pertencem”.

O serviço do conselheiro deve ser realizado em equipe, pois ninguém é capaz de dar conta de tudo, servindo-se da cooperação e não da competição. Coordenar não é executar sozinho, mas favorecer a união e a ajuda mútua. E, além disso, abrir caminhos para que outros assumam seu papel depois. “Se um líder não tem essas atitudes, ele tem falhado feio no seu papel de líder”, afirmou o palestrante.

“O leigo deve se colocar a serviço, mas com o coração aberto, colocando a si mesmo em saída, se dispondo a servir integralmente. Nós não podemos ser apegados a nosso trabalho pastoral, achando que todo mérito é nosso. Pelo contrário, nós devemos servir por amor, sabendo que o mérito é de Jesus. Devemos estender nossas mãos, enxergando o bem comum”, partilhou a missionária Adalgisa Anunciação, da cidade de Botelhos.

Por fim, padre Alexandre José pontuou que a missão é de Jesus, mas feita pelas mãos de seus discípulos, é um compromisso inerente à fé que eles professam. O discípulo é, então, marcado pelo fogo de anunciar, curar e perdoar dado a eles desde o Pentecostes. Ou a Igreja é missionária, ou ela deixa de ser cristã. “Somos cristãos e, por isso, temos que viver todos os momentos de nossa vida à luz da fé, como um casamento, na busca constante de conversão”, terminou.