Notícias › 29/08/2019

CULTURA URBANA SE TORNA FOCO DA EVANGELIZAÇÃO DA IGREJA NO BRASIL

Texto/Imagem: Assessoria de Comunicação

No dia 29 de agosto, aconteceu uma formação para todo o clero diocesano na Cúria Diocesana de Guaxupé sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para os anos 2019 a 2023.

O encontro reuniu 80 presbíteros para a assessoria do padre Patriky Samuel Batista, secretário-executivo da CNBB para a Campanha da Fraternidade e a Campanha para a Evangelização.

O percurso proposto pelo assessor como premissa para a interpretação das atuais DGAE fez uma linha histórica com alguns eventos importantes para a caminhada da Igreja desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), incluindo: a publicação da exortação apostólica Evangelii Nuntiandi (1975), a realização da Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano, em Aparecida (2007); a realização do Ano da Fé (2011-2012) com a publicação do motu proprio Porta Fidei; a renúncia do papa Bento XVI como ato profético pelo bem da Igreja (2013); e a publicação do documento Evangelii Gaudium (2013).

Padre Patriky, da Diocese de Luz (MG), assumiu a função na CNBB em julho deste ano

Padre Patriky destaca desse último documento o seguinte parágrafo: “A Igreja em saída é a comunidade de discípulos missionários que primeireiam, que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam. (…) A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor (cf. 1 Jo 4, 10), e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos” (EG 24).

As novas DGAE apresentam uma abordagem pastoral que considera a mentalidade urbana como paradigma para se construir um projeto de evangelização, pois não é mais vista como um somente um território urbano, mas como uma verdadeira realidade cultural. “Se o mundo mudou, nós precisamos descobrir como evangelizar o mundo de hoje, sem perder nossa referência que é Jesus Cristo, por isso é preciso modificar as estruturas”, afirmou o assessor.

 De acordo com sua análise e sua experiência na organização pastoral, padre Patriky aponta o caminho para a comunidade de cristã na realidade atual. “A direção é uma Igreja missionária com uma redescoberta paradigmática e um ajuste programático da missionariedade, redescobrindo o Jesus Cristo do Evangelho”. “A encarnação é um amparo teológico para a elaboração de uma ação cristã num mundo plural, onde há uma variedade de compreensões de Jesus Cristo e da Igreja”, completa.

O motivo de haver as DGAE é oferecer um caminho que responda aos desafios presentes, colaborando na proposição de novos rumos às pessoas e à sociedade, evitando-se produzir um paradoxo entre comunidade e missão. Assim, as orientações para os próximos anos se baseiam em 5 princípios:

Fazer arder o coração das comunidades;

Indicar uma direção para a evangelização;

Convidar à comunhão (colegialidade e sinodalidade);

Impulsionar a evangelização em todo o território brasileiro;

Testemunhar o zelo pastoral e o ardor apostólico;