Notícias › 21/03/2017

Dia Mundial da Água destaca preservação dos biomas e tratamento de esgoto

Da Rádio Vaticano

Nesta quarta-feira, 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água, evento criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para discutir sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural. O tema central do evento deste ano refletirá sobre as “Águas Residuais”, que compreendem todo o volume de água que teve suas características naturais alteradas após o uso doméstico, comercial ou industrial, inclusive o esgoto.

A data não passa inobservada no Vaticano. O Pontifício Conselho da Cultura organiza um encontro com conferencistas de todo o mundo. O debate focaliza a importância das “Bacias hidrográficas: reabastecer os valores da água para um mundo sedento”.

Mas como podemos comemorar esta importante data? Adotando atitudes para a preservação da água, durante todo o ano: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (tomar banho rápido, fechar a torneira ao escovar os dentes e lavar louça, etc.) e tentar reutilizar a água em algumas situações. Além disso, seria bom também divulgar ideias ecológicas para amigos e parentes. Estes comportamentos, em nosso dia-a-dia, podem colaborar para a economia deste bem natural.

A água nos biomas do Brasil

Para Ivo Poletto, cientista social e educador popular, assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social e da Cáritas Brasileira, os desafios em relação à água estão sendo vividos em todos os biomas do nosso país. “Para quem está seguindo a Campanha da Fraternidade, está claro que uma das práticas necessárias para recuperar o equilíbrio do ambiente vital de cada bioma é o cuidado com tudo que se refere à água, desde as nascentes até o consumo consciente dela, passando pelo cuidado dos córregos, rios, aquíferos e mares. Tudo isso deixa claro que precisamos corrigir erros que cometemos na relação com a Mãe Terra por não conhecermos bem os biomas, os jardins criados por Deus junto com a Terra”.

No Brasil, a coleta e tratamento das águas residuais configuram-se como grande desafio para o saneamento ambiental. Segundo o Instituto Trata Brasil, apenas 48,6% da população tem acesso à coleta de esgoto, sendo que deste efluente coletado somente 40% passa por algum tipo de tratamento antes de ser descartado no meio ambiente.

O tema deste ano destaca a desigualdade social no país. Estados mais carentes e subdesenvolvidos apresentam menos acesso ao saneamento básico frente aos Estados com mais recursos. Por exemplo, a região norte é que apresenta as médias mais baixas de tratamento de esgoto (14,36%), enquanto o Centro-Sul brasileiro apresenta melhores índices, acima da média nacional.

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Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social