Notícias › 18/07/2017

Diocese realiza encontro de Pastoral Orgânica

Texto: padre Henrique Neveston, coordenador diocesano de pastoral | Imagem: Lázara Assunção

No domingo, dia 16 de julho, no prédio da Cúria Diocesana, a Coordenação  Diocesana de Pastoral reuniu 60 leigos, todos coordenadores diocesanos de pastorais e movimentos da Diocese, para o início da articulação da Pastoral Orgânica.

Na parte da manhã, foi refletida a importância da Pastoral Orgânica e como se daria esse entendimento. Na oportunidade, foi trabalhado o texto de São Paulo aos Coríntios (1Cor 12), na relação do corpo com seus membros, de Cristo com a Igreja e seus diversos dons e carismas.

Depois, trabalhou-se a dimensão em que o Papa fala da Alegria do Evangelho e da Igreja em saída, que se tornou a reflexão diocesana hoje, a partir de uma proposta por uma diocese num estado permanente de Missão.

À tarde, foi trabalhada a dimensão de comunhão, como o Concílio do Vaticano II orienta na dimensão eclesiológica, como constitutivos de uma verdadeira evangelização a ser desenvolvida e iluminadora para a próxima assembleia diocesana.

Após o plenário dos leigos, aconteceram várias ponderações e enriquecimentos dessa reflexão, avaliou-se como muito positivo este primeiro encontro. O coordenador diocesano de pastoral e assessor do encontro, padre Henrique Neveston, aproveitou para agendar um segundo encontro com uma maior representação dos leigos da diocese, onde será estudado o documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que fala da presença dos leigos na Igreja e na sociedade.

Neste próximo encontro será chamado um assessor nacional da CNBB para poder falar do protagonismo dos leigos e na oportunidade criar o Conselho Diocesano do Laicato.

A Pastoral Orgânica

A Pastoral Orgânica não é uma nova pastoral a ser implantada na Diocese, nem uma pastoral específica, alinhada às outras pastorais, como a da Saúde, da Criança, do Menor; ou ainda específica só de um movimento diocesano. Nasceu na trilha de renovação eclesial efetuada pelo Concílio Vaticano II, a partir da compreensão de que a Igreja é uma rede de comunidades de irmãos e irmãs, cuja ação pastoral se dá de forma global, orgânica e articulada. Trata-se de uma mentalidade, um espírito que norteia a ação evangelizadora da diocese.

É muito importante entendê-la como um esforço de articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. À Pastoral Orgânica cabe a tarefa de promover a unidade na Igreja. Estabelecer o alicerce da estrutura pastoral calcada numa espiritualidade de comunhão. Em Puebla, em 1979, o episcopado latino-americano assim definiu a Pastoral de Conjunto: ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo, destinada a levar a pessoa e todos os membros à plena comunhão de vida com Deus.

O momento atual fez com que o clero se debruçasse sobre nossa estrutura sinodal e discutisse em suas reuniões setoriais sobre a comunhão eclesial, e essa reflexão foi levada a todas as nossas pastorais e movimentos. Falar de Pastoral Orgânica é tomar uma atitude de comunhão e não ter uma tendência egoísta de valorizar só meu grupinho, pastoral, movimento, minha paróquia ou ideologia.

O objetivo da Pastoral Orgânica não é padronizar pastorais e movimentos, nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes nas comunidades. A busca da unidade não abafa a criatividade nem a ação do Espírito Santo. Cada grupo ou movimento eclesial, com sua espiritualidade e seus objetivos específicos, coloca-se em sintonia com as metas que a Igreja, como um todo, deseja alcançar.