Estudo dos Evangelhos › 09/05/2018

Evangelho de Marcos (13) – Na casa de Simão

Janela

Depois de sair da Sinagoga, a instituição religiosa antiga, Jesus e os discípulos vão para a casa dos irmãos André e Simão, com os irmãos Tiago e João (1,29-39). A casa é a comunidade de irmãos. Mas, mesmo aí nem tudo é perfeito, a sogra, a segunda mãe, está com uma febre, incapaz de servir. Jesus dá-lhe a mão e a ajuda a levantar-se para que ela possa servir. Ainda no ambiente judaico, terminado o descanso do sábado, Jesus cura a todos, mas no raiar do novo dia, sai a pregar por toda a Galiléia.

A Comunidade Apostólica

As comunidades que nos deram esse Evangelho reuniam-se nas casas, não mais nas sinagogas. O movimento cristão afastava-se da religião judaica. Na comunidade todos são irmãos, cada qual presta um serviço determinado, mas todos são iguais, não há uma escala de importância, de poder e autoridade.

Mas nem tudo é perfeito. A Galiléia estava fervendo, os revoltosos, que dali tinham saído, já haviam tomado o poder em Jerusalém. A febre atual era o sonho da independência política e econômica. Só se pensava na revolução e nos seus líderes, os esperados salvadores da pátria. Em servir e colaborar uns com os outros não se pensava. A mão de Jesus pode ajudar essas comunidades a deixar de lado a febre, ficar de pé e passarem a servir umas às outras. Depois poderão curar os males da humanidade sofredora e levar a mensagem por todo o derredor.

As comunidades hoje

Hoje ainda haveria febres atacando nossas comunidades cristãs? Quais seriam essas febres? Quais seriam esses calores passageiros, sintomas de alguma infecção, de alguma doença mais ou menos grave? Hoje parece que tudo é descartável, rapidamente consumível. Até mesmo os movimentos de caráter religioso parecem destinados a um consumo rápido, a ser apenas uma febre momentânea que, enquanto é febre, denota falhas mais graves no organismo mesmo da Igreja.

            A febre não deixa servir, faz ignorar a multidão sofredora em torno da casa, em torno da comunidade. Só depois que a febre passa, é possível pensar nos outros, dentro ou fora de casa, colaborar para que todos os males sejam curados. Depois que a febre passa é necessário, no raiar de um novo dia, despertar outras comunidades pela redondeza.