Notícias › 06/03/2017

Irmãs da Providência de Gap encerram trabalhos em Paraguaçu

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Após 76 anos de trabalhos, as Irmãs da Providência de Gap encerraram as suas atividades na cidade de Paraguaçu. Em uma Missa celebrada na paróquia Nossa Senhora do Carmo pelo padre Edimar Mendes, pároco da comunidade e com a presença de dez Irmãs foi elevado louvores e agradecimentos a Deus pelo incansável trabalho realizado na educação e no campo pastoral na pequena cidade mineira.

“Há exatos 30 anos da fundação da cidade de Paraguaçu, chegava para o nosso convívio as Irmãs, nos idos de 1941. Para os estudiosos da historiografia de Paraguaçu, a época mais promissora de toda a sua história. Foi na década de 40 e 50 que Paraguaçu conheceu o seu mais pujante e glamouroso progresso. As praças, os casarios, as fábricas, as escolas estão aí para nos confirmar. É neste contexto histórico, que aqui chegaram as Irmãs para ocupar um lugar fundamental neste desenvolvimento – a educação escolar e religiosa” comentou o leigo José Roberto em seu discurso de agradecimento.

Atendendo ao pedido de Dom Hugo Bressane, bispo de Guaxupé na época, as Irmãs se deslocaram de Itajubá para Paraguaçu e fundam o Instituto São José, que após funcionar em uma casa provisória da cidade, se instalam definitivamente no prédio da Avenida Dom Bosco, onde funcionou a FEDEOP e hoje se encontra instalada a Escola Municipal Luiz de Melo Viana. Por três décadas, de 1941 a 1970, as atividades das Irmãs se restringiram à formação educacional e religiosa, sempre evidenciando as virtudes da simplicidade, pobreza, abandono à providência e caridade.

Em 1971, as Irmãs foram convidadas por autoridades políticas da cidade a assumirem as atividades do Colégio São Domingos Sávio, fundado pela congregação dos Salesianos de Dom Bosco, que tinha acabado de deixar Paraguaçu. Neste mesmo ano, o Colégio São Domingos Sávio se transformou na primeira escola pública de ensino fundamental anos finais (6º ao 9º ano) da cidade e passou a se chamar Escola Estadual Padre Piccinini. Sob a direção das Irmãs, que inclusive assumem as cadeiras de algumas disciplinas, o ginásio, como era conhecido, abriu um novo tempo de possibilidades para a comunidade paraguaçuense. De 1990 até os dias de hoje, as Irmãs restringiram as suas atividades ao campo pastoral e catequético.

“Estamos entendendo que a decisão das Irmãs de deixar Paraguaçu se encontra no ato de meditar o Espírito de abandono à Providência. A missão das Irmãs em Paraguaçu se encerra, pois sabemos que Deus as chama para outras paragens que reclamam os seus cuidados. Mas saibam que vocês nos deixam apenas fisicamente, pois o espírito de vocês permanecerá conosco para sempre. Aprendemos ao longo destes 76 anos o que bem dizia o Beato João Martinho Moye, fundador da congregação das Irmãs da Providência: ‘Façamos tudo que depende de nós e Deus tomará conta daquilo que nos diz respeito’”, finalizou José Roberto.

Padre Edimar agradeceu em nome da diocese de Guaxupé o incansável trabalho desenvolvido pelas Irmãs e desejou um frutuoso trabalho na nova missão da Congregação.