Notícias › 19/09/2015

Ministério episcopal: “um jeito de alcançar a santidade”

Assim define seu ministério dom José Lanza Neto, que neste 19 de setembro, celebra junto com sua Diocese de Guaxupé seu aniversário de 11 anos de Ordenação Episcopal. “Cada Bispo, a quem é confiada uma Igreja Particular, apascenta em nome do Senhor as suas ovelhas, sob a autoridade do Sumo Pontífice, como próprio, ordinário e imediato pastor, exercendo em favor das mesmas o múnus de ensinar, santificar e governar” (Christus Dominus, n.º 11).

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Trajetória

Na convivência com seminaristas da Diocese de Guaxupé, quando estes estudavam teologia com várias dioceses na Arquidiocese de Ribeirão Preto, o então formador, padre José Lanza Neto da Diocese de Jaboticabal, jamais pensaria a possibilidade de um dia ser bispo na vizinha Igreja sulmineira. Paulista de Pirangi, filho de Osvaldo Lanza e de dona Palmira Bobato Lanza, cresceu entre agricultores, em ambiente muito semelhante ao que se encontra hoje.

Ordenado bispo no dia 19 de setembro de 2004, como bispo auxiliar em Londrina (PR), por nomeação do papa João Paulo II, seus caminhos atingiriam, mais tarde, as mesmas origens de seu pai, nascido em terras mineiras de Pequeri, cidade próxima a Juiz de Fora. No dia 13 de junho de 2007, foi nomeado 9º bispo da Diocese de Guaxupé. Sua posse, dia 22 de julho daquele mesmo ano, ocorreu entre esperança e dor. O novo prelado chegava com a missão de, inicialmente, cuidar do luto que ainda era chaga viva no coração de sua diocese, a perda de dom José Mauro Pereira Bastos, tragicamente falecido em 2006.04

“Sou o bispo eleito, enviado para esta diocese. Não a escolhi. Penso e procuro estar ao máximo em sintonia com aquilo que me é solicitado. Gosto de ser o que sou para esta diocese. Entendo que significo o que o Santo Padre, o Papa, pediu: responder a esta realidade diocesana. Não estamos por acaso em uma cidade, em uma diocese, em um estado, em um país”, esclareceu o bispo numa entrevista para o jornal Comunhão (setembro/2014).

Em 8 anos, dom José Lanza viveu todas as incumbências de um bispo. Desafios, dores, alegrias e sonhos não faltaram à sua história de pastor. Preocupado com questões pastorais e administrativas, com a formação seminarística, empreendedor, também se apresenta aprendiz de seu próprio ofício. Quando interrogado sobre o ministério episcopal, diz que é “um jeito de alcançar a santidade.”

Um tempo para ser celebrado, a maturidade da história consola, alegra e alicerça os motivos da celebração. Neste momento do percurso, quando a estabilidade floresce nas pastagens pastoris, o bispo pode afirmar: “A Diocese de Guaxupé é a diocese sonhada por qualquer bispo.”

Texto e informações elaborados pelo padre Gilvair Messias.