Natal do Senhor

natal

Os Textos*

1ª Leitura – Is 9,1-6

Salmo – Sl 95,1-2a.2b-3.11-12,13 (R. Lc 2,11)

2ª Leitura – Tt 2, 11-14

Evangelho – Lc 2,1-14

A Realidade

Jesus não nasceu dia 25 de dezembro. No oriente o Natal é celebrado dia 6 de janeiro. Roma preferiu dia 25 de dezembro, dia em que celebravam o nascimento do sol. No hemisfério norte é a noite mais longa do ano. O sol vinha se escondendo, os dias cada vez mais curtos, agora o sol começa a voltar. Jesus é o sol que nasce.

Por isso, as três missas de Natal. A da noite lembra o livro da Sabedoria: “Quando… a noite chegava ao meio do seu curso, a tua Palavra todo-poderosa vinda do céu…”. A do raiar do dia, Jesus, o dia que nasce, e a do dia, a claridade da Palavra encarnada.

A Palavra

Na Missa da noite e na do raiar do dia, temos o Natal segundo Lucas. Jesus nasceu na extrema pobreza e foi anunciado como salvador dos pobres, excluídos e temidos pastores, semelhantes aos ciganos de hoje. Foi anunciado como um salvador para eles.

Jesus nasceu no meio das trevas da história humana, marcada, então, pelas datas dos poderosos do mundo. Hoje os anos se contam pelo nascimento do pobre menino.

Na 1ª. Leitura da noite, a saída do cativeiro é como luz que brilha na escuridão. Jesus é a luz que brilha na noite da humanidade que ainda carrega o peso de um cativeiro sempre renovado. Na da manhã, as esperanças do povo que voltava do cativeiro estão na reconstrução de Jerusalém. Nossas esperanças estão na chegada de Jesus.

A 2ª. Leitura à noite e de manhã falam da ternura de Deus que se revela no presépio. A mansidão de Deus, a partir do Batismo, nos ajuda a vencer a arrogância.

Na Missa do dia, Isaías anuncia ao povo de Israel a saída do cativeiro. Hoje, anuncia a salvação para a humanidade inteira.

E, no Evangelho, aquele que nasceu na mais extrema pobreza é a Sabedoria eterna de Deus ou a Palavra que ultimamente nos falou (2ª. L.). Ela nos faz filhos de Deus, assume nossa pobre carne e acampa com a gente em busca da Terra Prometida.

O Mistério

Na Missa celebramos Aquele que como berço teve um coxo e por leito de morte, a cruz. Nasceu numa estrebaria, não num berço de ouro. Celebramos como ele aceita a maldição que era a cruz, a fim de abrir-nos o caminho da salvação.

Ele vem ao nosso encontro, não numa “Noite feliz” que cantamos, nem apenas na comunhão ritual de que participamos. Ele vem ao nosso encontro em tudo e todos que encontramos.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende

*Textos da Missa da Noite.