Destaques › 05/12/2019

REGIONAL LESTE 2 APONTA INDICAÇÕES PASTORAIS PARA APLICAÇÃO LOCAL DAS DIRETRIZES

Fonte: Assembleia Regional de Pastoral – Regional Leste 2

Durante a Assembleia Regional de Pastoral do Regional Leste 2, entre os dias 11 e 14 de novembro, foram preparadas propostas de aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no regional.

Após as apresentações de cada pilar por assessores convidados, os participantes se dividiram em grupos para apresentar iniciativas de ação para a realidade regional para os próximos quatro anos. Fundamentados pelas DGAE 2019-2023, foram aprovadas as seguintes indicações de aplicação pastoral no regional. 

PILAR DA PALAVRA 

“Os Atos dos Apóstolos relatam que a comunidade cristã se concentrava nas casas como o seu lugar característico de reunião, ajuda mútua e fortalecimento da vivência missionária. Nelas, os cristãos ouviam juntos a Palavra e, por esta iluminados, procuravam discernir a experiência da vida em Deus, conscientes de que a fé provém da escuta. No caminho da experiência de fé, é Deus quem toma a iniciativa de comunicar seu desígnio salvífico de amor, cabendo ao ser humano, acolher e responder ao dom de Deus. A resposta implica conversão de vida, configuração a Cristo que, necessariamente, torna o discípulo missionário. Todo esse processo de iniciação à vida cristã supõe um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, proporcionando de forma privilegiada pela celebração da Palavra de Deus e pela leitura orante”. (DGAE 2019-2023, 88)

  1. Promover a animação bíblica da ação pastoral, através da leitura orante da Sagrada Escritura nos grupos eclesiais e na Celebração da Palavra. 
  2. Oferecer formação centralizada na Palavra de Deus, que proporcione um caminho de iniciação à vida cristã, num processo contínuo, partindo do anúncio (querigma), culminando com o testemunho e o compromisso missionário.

PILAR DO PÃO 

“A mesa está no centro da celebração da fé cristã. Esta é sempre ato comunitário, que exige presença, acolhida das pessoas, cuidado e afeto pelos outros. A comunidade eclesial tem na Eucaristia a sua mesa por excelência: memorial da Páscoa do Senhor, banquete fraterno, penhor da vida definitiva. Ela transforma as pessoas em discípulos missionários de Jesus Cristo, testemunhas do Evangelho do Reino. A comunidade eclesial, como casa que nutre seus filhos, é sustentada pela oração. Na comunidade de fé cultiva-se uma verdadeira vida de oração, enraizada na Palavra de Deus, tendo em Jesus Cristo, o orante por excelência e na Oração do Senhor o paradigma de toda oração”. (DGAE 2019-2023, 94-95)

  1. Fortalecer e incentivar a Pastoral Litúrgica por meio de uma formação mistagógica, valorizando as expressões genuínas da Piedade Popular e a realidade do Povo de Deus, respondendo aos desafios da cultura urbana. 
  2. Elaborar subsídios, em vista da formação litúrgica por meio de cartilhas e mídias para TV, redes sociais e canais de internet, contemplando a relação entre liturgia e evangelização, enfatizando o canto litúrgico e a arte sacra.

PILAR DA CARIDADE 

“As questões sociais, a defesa da vida e os desafios ecológicos da atual cultura urbana globalizada têm que ser enfrentados pelas nossas comunidades e também pelas Igrejas particulares, em nível local, regional e nacional, em uma postura de serviço, diálogo, respeito à dignidade da pessoa humana, defesa dos excluídos e marginalizados, compaixão, busca da justiça, do bem comum e do cuidado com o meio ambiente. (…) Contemplar o Cristo sofredor na pessoa dos pobres significa comprometer-se com todos os que sofrem, buscando compreender as causas de seus flagelos, especialmente as que os jogam na exclusão. A ausência de sentido para a vida é fonte de grande sofrimento”. (DGAE 2019-2023, 104; 105)

  1. Motivar os cristãos leigos e leigas, através da articulação dos Conselhos, ao engajamento social na luta pelos direitos humanos, na defesa da ecologia integral, na promoção da cultura da paz, e na proposição e acompanhamento das políticas públicas. 
  2. Favorecer o encontro pessoal com Jesus Cristo levando as comunidades eclesiais missionárias, enquanto Igreja Samaritana, ao compromisso com a cultura da vida, da caridade e da paz, através de ações sócio transformadoras.

PILAR DA AÇÃO MISSIONÁRIA 

“Um mundo cada vez mais urbano, embora possa assustar, é, na verdade, uma porta para o Evangelho, e as comunidades cristãs precisam ter um olhar propositivo sobre essa realidade, cientes de que Deus ‘preparou uma cidade para eles’ (Hb 11, 16) (LF, 50-57). (…) A missão é intrínseca à fé cristã, pois ‘conhecer Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria’ (DAp, 29)”. (DGAE 114-115) 

  1. Investir nos diversos Conselhos Missionários e na missão ad gentes para dinamizar as Comunidades Eclesiais Missionárias e garantir sua identidade. 
  2. Despertar a consciência missionária das comunidades, a fim de que valorizem, como espaços de missão, as periferias geográficas e existenciais, com especial atenção aos hospitais, escolas, presídios/outros lugares de detenção e universidades, priorizando a pessoa e seu acompanhamento espiritual e social.