Sagrada Família de Jesus, Maria e José

icono+de+la+sacra+familiaOs Textos

1ª Leitura – Eclo 3,3-7.14-17a (gr.2-6.12-14)

Salmo – Sl 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1)

2ª Leitura – Cl 3,12-21

Evangelho – Lc 2,22-40

A Realidade

A família hoje e no passado, mesmo recente, tem algumas diferenças, não? Antes da expansão da televisão, do telefone celular e do consumo de drogas, o ambiente familiar era outra coisa.

E se pensarmos na época dos avós, dos bisavós ou bem antes ainda, quando meios de comunicação à distância não havia, não havia transporte motorizado, a produção era apenas agrícola e artesanal, não havia indústrias nem forte comércio? A grande maioria da população morava na zona rural, cada família no seu pedaço de terra, quase totalmente isolada.

A Palavra

A família patriarcal, a tribo ou clã, onde os filhos casados viviam junto dos velhos pais, é diferente da família nuclear (pai, mãe e filho) de hoje. Mesmo assim, os conselhos da Primeira e da Segunda Leitura, dados para um tempo já passado, ainda podem servir para hoje. Carinho e atenção para com aqueles de quem tanto dependemos um dia, nunca são demais.

No Evangelho, quarenta dias depois do nascimento de Jesus, a Família vai a Jerusalém cumprir as normas da Lei: resgatar o filho e purificar a mãe. O primeiro filho, como as primeiras crias, pertence a Deus. As primeiras crias eram sacrificadas, o filho é resgatado, oferecendo-se o sacrifício de um animal em seu lugar.

A família é pobre, só pode oferecer um casal de pombos para resgatar o filho. Não que o filho valesse pouco, mas outra coisa não podiam dar. A pobreza, aliás, faz parte de sua missão.

Quem imaginaria que a criança daquele casal tão humilde iria ter alguma influência no mundo? Dois idosos, um homem e uma mulher, entram em cena. Anunciam que aquele menino é a salvação que Deus manda para o seu povo. Simeão ainda diz que ele será um sinal de contradição.

Voltam para Nazaré, e a vida da família segue humildemente o seu caminho.

O Mistério

A Eucaristia começou numa refeição familiar. A ceia da Páscoa se fazia por família, um grupo suficiente apenas para comer a carne de um cordeiro de um ano. A memória da libertação do Egito era feita com a participação do filho mais novo e do pai.

Jesus é o cordeiro sacrificado. Sua morte nos liberta da cobiça. A partilha do pão e do vinho pretende fazer da humanidade uma só família, em torno da mesma mesa.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende