Serviço de Animação Vocacional

Maria, modelo dos vocacionados. Por quê?

Texto de Pe. Alexandre José Gonçalves

A esta pergunta muitas podem ser as respostas. Não faltarão aquelas que dizem assim: é por que ela disse sim a Deus! É Verdade, ela disse sim ao projeto de Deus. Porém, eu também respondo, sim, assim como você e tantos outros. Se tivermos o Sim de Maria como aquilo que faz dela modelo dos vocacionados, é preciso pensar na intensidade e no envolvimento de vida que ele carrega. Mas antes olhemos a pessoa da jovem Maria de Nazaré. Que sonhos trazia consigo? Mergulhada em um contexto histórico desfavorável às mulheres, teria ela anseios maiores ou estaria conformada com os padrões de “normalidade”? O que tinha a jovem de Nazaré capaz de fazer a diferença? Penso que respondendo a isso temos todas as repostas. A Bíblia, ao falar de Maria, deixa transparecer dela uma sensibilidade ímpar. Nesse sentido, apontamos como sendo a sensibilidade aquilo que faz de Maria alguém capaz de fazer a diferença. Em primeiro lugar, sensibilidade, em relação a esperança de seu povo na vinda do Messias. Em sintonia com as esperanças de seu povo, possui também uma sensibilidade ímpar para com o projeto de Deus. Com os pés plantados no chão de sua história, sua sensibilidade a faz apontada para o alto, toda inteira: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade” (Lc 1,38). A sensibilidade de Maria fez com que seu SIM fosse inteiro e, quando digo inteiro, penso também na capacidade de amadurecer, crescer e se firmar frente a tudo o que Jesus pregava e fazia (Mc 3,31-35). Um SIM capaz de captar a “excedência do mistério”, ou seja, perceber o desafio de ir além e lançar-se, como fez ao responder positivamente, ao não se firmar apenas como a Mãe de Jesus, tornando-se sua discípula fiel, a seguidora por excelência. Sua sensibilidade aguçada, embebida pela fé, faz com que sua resposta seja verdadeiro ato de vontade e livre conformidade com aquilo que Deus quer. E quando isso acontece não são apenas palavras, pois estas vêm acompanhadas de atitudes. Maria partiu apressadamente rumo à região montanhosa, para servir Isabel (Lc 1,39). Foi delicadamente até Jesus nas Bodas de Caná e confiante lhe disse “eles não têm mais vinho” (Jo 2,3), e disse aos que serviam: “fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Estava de pé junto à cruz de seu filho Jesus (Jo 19,25) e com a Igreja orante após a Ascensão (At 1,14) e com ela permanece para sempre, pois todas as gerações hão de chamá-la de bendita, uma vez que o Criador colocou nela, sua humilde serva, seu olhar benevolente, fazendo nela grandes coisas (Lc 1,48-49), sendo assim a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1,42). Em Maria percebemos aquelas qualidades fundamentais do vocacionado: fala pouco, escuta muito e atua a fé, servindo a Deus nos irmãos e aos irmãos em Deus. O SIM de Maria faz dela modelo dos vocacionados porque é um SIM sensível aos apelos de Deus e aos outros e disso não se desviou.

 

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