Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

mariaOs Textos

1ª Leitura – Nm 6,22-27

Salmo – Sl 66,2-3.5.6.8 (R. 2a)

2ª Leitura – Gl 4,4-7

Evangelho – Lc 2,16-21

A Realidade

Li há pouco o caso do vendedor de cachorro-quente que não ouvia rádio nem televisão. Foi progredindo no seu pequeno negócio e conseguiu fazer que seu filho se formasse. Doutor, o filho o convenceu a comprar uma televisão. Vendo notícias da crise econômica mundial, com medo, passou a encolher os negócios até parar.

Começo de ano novo, pessimismo é o pior conselheiro, não só no lado econômico, em todas as áreas. Quando alguém diz “aqui nada vai para frente”, não vai mesmo.

É hora de esperança, é hora de dizer “vai dar certo!”. É hora de acreditar nas pequenas coisas, como Maria, que teve de dar à luz numa estrebaria, mas se tornou a mulher mais invocada e festejada.

A Palavra

No primeiro dia do ano, nada melhor do que desejar para nós e para toda a humanidade a bênção de Aarão que ouvimos na Primeira Leitura.

Os pastores viviam de maneira semelhante aos ciganos de hoje, mudando sempre de um lugar para outro, levando seus rebanhos. Eram pobres, discriminados e até temidos. Para eles, os mensageiros do céu anunciam que chegou o salvador. “Salvador para nós?” terão pensado.

O salvador dos pobres é tão pobre quanto eles. Devem reconhecê-lo num menino nascido numa estrebaria e que teve como berço um cocho. Os pastores chegam contando o que ouviram dos mensageiros celestes. Maria se admira, guarda na memória, refle-te e vai aprendendo a entender, cada vez melhor, os caminhos de Deus.

Jesus significa “Deus salva”. Ele é um judeu fiel e observante de todas as normas da lei judaica.

Nascido de uma mulher, nascido debaixo da lei que atemoriza e escraviza, ele veio nos libertar do medo e da escravidão, comenta Paulo na Segunda Leitura. E é essa mulher que celebramos no primeiro dia do ano.

O Mistério

“Cume e fonte da vida cristã”, é assim que o Concílio Vaticano II define a Eucaristia. É ponto de chegada e ponto de partida. É festa e é alimento. A mesa comum festeja a plenitude do reinado de Deus tudo em todos, com os mais humildes sinais.

Mas para que isso possa acontecer, para que haja verdadeira partilha que livre e salve o mundo de toda escravidão, é preciso que alguém se entregue à humilhação máxima e se faça partir em pedaços. E que haja seguidores seus que dele se alimentem.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende – MG