Destaques, Liturgia › 30/06/2017

Solenidade de São Pedro e São Paulo Apóstolos

EU SOU O CAMINHO…

A Igreja celebra de modo solene São Pedro e São Paulo. É uma das festas mais antigas do ano litúrgico, desde o século IV. Estes dois apóstolos são considerados pela Igreja como os fundadores da Roma cristã, lá evangelizaram e derramaram seu sangue em defesa da fé. Embora não fossem os primeiros a trazer a fé cristã para Roma. Segundo a tradição Pedro foi martirizado na colina Vaticana por volta do ano 64 e Paulo nas Três Fontes por volta do ano 67. A vida deles tem muito a nos ensinar, cada um a sua maneira, testemunhou em que consiste seguir Jesus até as últimas consequências.

A VERDADE…

Pedro era pescador ao que tudo indica era analfabeto. No evangelho de hoje (Mt 16,13-19) quando Jesus pergunta quem ele é, Pedro não vacila: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (16,16). E Jesus diz: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (16,18). Pedro foi escolhido para ser o pastor do rebanho que é de Jesus. Unidos em comunidade devemos expressar nossa fé, nosso amor e lutar por um mundo com mais justiça e paz. Embora tenha negado Jesus por três vezes, foi capaz de se arrepender e amar. “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).

            Paulo de perseguidor passou a ser perseguido. Testemunhou com a própria vida o seu amor por Jesus e nos diz: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7). Foi o maior missionário no anúncio da Palavra de Deus e nos diz: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

E A VIDA

O que Pedro e Paulo tem a dizer a nós e a Igreja de hoje? Santa Teresinha do Menino Jesus fala do martírio do amor: “Compreendi que a Igreja tinha um corpo, composto de diferentes membros, […] Compreendi que a Igreja tinha um Coração, e que este Coração ardia de amor. […] No seio da Igreja minha mãe, eu quero ser o amor”. Verdadeiramente e de coração: estamos dispostos a consumir nossa vida no amor…

Por padre Francisco Albertin, artigo publicado no Folheto  Deus Conosco da Editora Santuário em 2015