Arquivo, Notícias › 29/09/2013

Vida Presbiteral é assunto de Formação Permanente do Clero

84 padres, 2 diáconos e 5 seminaristas em Ano Pastoral estiveram com o bispo diocesano, dom José Lanza Neto, na cidade de Brodowski (SP) durante os dias 14 a 16 de fevereiro para a Formação Permanente do Clero, atividade anual que traz, após decisão colegiada, assuntos necessários para estudo presbiteral. O assessor foi Willian César Castilho, psicólogo, psicanalista e professor da PUC Minas com abordagem humano-afetiva do sacerdócio.

A realidade secular de um padre diocesano, os desafios paroquiais, as influências ideológicas podem contribuir para a perda de sentido do ministério e vocação presbiteral. Cuidar do padre em todos os estágios de sua vida é hoje, segundo o especialista e assessor, tarefa de toda a Igreja.

Willian apresentou as dimensões do poder, do prazer e do dinheiro como principais tentações afetivas de um religioso. Para ele, daí emergem os problemas de um presbítero. Com abordagens e aprofundamentos em grupos setoriais, os temas foram trabalhados durante os três dias de encontro. Filmes e debates proporcionaram-lhes dinamização. Sobre o aspecto do poder, falou-se da crise de autoridade do tempo atual e da necessidade de autoridades competentes em seus serviços, ainda perguntou-se sobre o tipo de poder exercido pelos padres da Diocese de Guaxupé. O assessor disse da necessidade de autoridades com poder coletivo, o que atenua a prepotência. O psicanalista relaciona prazer e riqueza na vida do padre ao afirmar que, para a psicanálise, “o dinheiro está ligado ao afeto”. “Desde a infância, o símbolo do dinheiro vem substituindo a função da afetividade-sexualidade na vida do ser humano.” Ele é “prótese protetora” para sustentar o eu desprovido de afeto. Do mesmo modo, explicou Willian, que impactos das relações afetivas e sexuais nem sempre derivam da busca por prazer, mas de poder sobre as pessoas.

Castilho abordou também sobre a Pastoral Presbiteral, órgão que acompanha na Arquidiocese de Belo Horizonte. Insistiu sobre a necessidade de uma saudável e produtiva vida comunitária do presbitério. Discutiu-se assim sobre a eficácia e importância dos setores pastorais. O grupo ainda foi orientado quanto à possibilidade de realizar algumas ações para padres jovens e idosos, com a finalidade de reduzir o isolamento e distanciamento de alguns e incentivar o protagonismo presbiteral no setor e na diocese. “Um presbitério ou uma comunidade fundada na valorização da amizade e da fratria traz para a cena pública todas as bases da ternura, do companheirismo, da solidariedade e da justiça. Esse caminho leva inevitavelmente à mística. A mística é a experiência de ternura com Deus”, disse.

Os padres avaliaram de forma positiva o encontro, o que os fez pensar sobre sua própria identidade e conversar sobre os rumos do presbitério da diocese.

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