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1º Domingo do Advento

Os Textos
Candles

1ª Leitura – Jr 33,14-16

Salmo – Sl 24,4bc-5ab.8-9.1014 (R.1b)

2ª Leitura – 1Ts 3,12-4,2

Evangelho – Lc 21, 25-28.34-36

A Realidade

Começam a preparar o Natal. As lojas se enfeitam, papais noeis saem pelas calçadas ou pelos corredores dos shoppings, o comércio faz suas previsões de vendas.

O Natal deste ano será pior ou melhor que o do ano passado? As previsões são pessimistas este ano, mesmo assim, surgem empregos temporários. Para muitos é a oportunidade de alcançar uma estabilidade sonhada. Jesus vem ao mundo para nos ensinar a gastar e a movimentar a economia, parece.

A Palavra

Começamos a preparar a chegada de Jesus, pensando na sua vinda como juiz das pessoas, do mundo e da história. As grandes crises, como a da destruição de Jerusalém, significam uma vinda de Jesus para julgar, como afirma o Evangelho de hoje.

Com a crise, o mundo vem abaixo, é como se os próprios astros fossem abalados. Mas quem é fiel a Jesus Cristo pode estar tranquilo, a condenação é para as potências deste mundo. Para os discípulos é a libertação.

Importante é não se deixar levar pela gastança e consumismo, importante é não pensar apenas em embriagar-se e empanturrar-se ou a cuidar só do seu sustento. É preciso estar atentos aos “sinais dos tempos”, aos apelos de Deus nos fatos, cumprir seu compromisso na história, para ser encontrado de pé na chegada do juiz Jesus.

A Primeira Leitura anuncia a esperança de um novo reinado para a humanidade, um governo de bem estar e felicidade, como o de Davi, o rei humilde e justo. Este é o sonho que esperamos da vinda de Jesus. Para chegarmos a isso, vêm a calhar os conselhos de Paulo aos Tessalonicenses que ouvimos na Segunda Leitura.

O Mistério

A Missa é um julgamento do nosso mundo. O que governa o nosso mundo atual são as leis do mercado: a competição, a exploração dos incompetentes por parte dos competentes, a força do dinheiro que tudo compra e em tudo manda. O resultado disso são as desigualdades cada vez maiores.

Aqui celebramos o contrário. Aqui a lei é dar a vida pelo outro, é rebaixar-se para valorizar o outro, é partir-se em pedaços para que todos tenham com igualdade a sua parte.

Aos coríntios que usavam a Celebração da Ceia para humilhar os mais fracos, Paulo diz que estão comendo a própria condenação. Aqui também Jesus vem para condenar este nosso mundo.

José Luiz Gonzaga do Prado