fbpx

2º Domingo do Advento

Candles

Os Textos

1ª Leitura – Br 5,1-9

Salmo – Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)

2ª Leitura – Fl 1,4-6.8-11

Evangelho – Lc 3,1-6

A Realidade

Olhar para Deus do lugar do pobre, ler a Bíblia com os pés na realidade de pobreza, de exclusão, de cativeiro, da grande maioria do povo da América Latina, a isso é que se deu o nome de Teologia da Libertação. Grandes teólogos de todo o nosso Continente seguiram por essa linha.

Identificar Jesus com o pobre, ler a Bíblia com os olhos dos sofredores e escravizados assustou muita gente. Será preciso esquecer a realidade, tirar os pés do chão, para entender Jesus e para falar de Deus? Será assim a Bíblia?

A Palavra

A vinda de Jesus ao mundo não aconteceu no ar, fora de época e de lugar. O Evangelho de hoje faz questão de lembrar o ano, o lugar e tudo o que acontecia. A chegada de Jesus ocorreu na província mais pobre e mais distante do Império Romano. Ele dá o nome do Imperador Romano e de seus prepostos que governavam aquela região. O Imperador era Tibério. Ele disse a seus comandados: é preciso tosquiar as províncias (explorar bastante), não barbear (rapar tudo). Cita ainda os Sumos Sacerdotes que comandavam a religião e faziam do Templo o seu grande negócio.

Para preparar a vinda de Jesus vem um João do lugar mais abandonado, o deserto. Vem pregando uma mudança completa de tudo, a começar da cabeça das pessoas. O que nas traduções se lê “conversão”, no grego é metanoia: meta, mudança, como em metamorfose, e noia, cabeça, como em paranóia. João prega uma mudança de cabeça ou de mentalidade, para que se possa ver a salvação de Deus. A Primeira Leitura anuncia a festa da salvação aos que estão no cativeiro.

O Mistério

A morte e ressurreição do Senhor, que celebramos na Eucaristia é o anúncio da salvação e dos caminhos por onde ela chega. Não vem dos grandes, dos poderosos, dos que comandam esse mundo dividido em escravos e senhores. Vem de um humilde líder popular que assumiu a morte mais vergonhosa para mudar essa estória de opressão e cativeiro.

A comunhão celebra a vida que nasce da cruz, a partilha de si que faz um mundo de irmãos, não mais de senhores e escravos. É a festa da salvação que chega.

José Luiz Gonzaga do Prado