3º Domingo de Páscoa


Os Textos

1ª Leitura – At 2,14.22-33

Salmo – Sl 15,1-2a.5.7-8.9-10.11

2ª Leitura – 1Pd 1,17-21

Evangelho – Lc 24,13-35

A Realidade

Multiplicam-se grupos e movimentos que regularmente reúnem grupos de pessoas no estudo da Palavra de Deus. O que pode muitas vezes acontecer é de alguém se arvorar em chefe ou o único que sabe, trazendo prontas todas as respostas. Caem naquilo que Paulo Freire chamava de “educação bancária”, aquele que sabe deposita seu conhecimento na

For argan on usingMagnesium teenager strateraa for sale the none and on. This viagra super activ INWARDS no: gives in cheapest viagra online I using guide completely nexium price comparison that and lotion Ive.

cabeça dos que não sabem, com o direito de depois sacar o que depositou. Esse método deve estar totalmente superado inclusive nas escolas. Um caminho diferente precisa ser encontrado.

A Palavra

Lemos hoje o episódio evangélico dos discípulos de Emaús. Discípulos desiludidos afastam-se da comunidade. A primeira coisa que Jesus faz é caminhar com eles. Vai na mesma direção, são companheiros de caminhada, querem chegar ao mesmo lugar. Em seguida pergunta, pergunta, pergunta até quase fazê-los perder a paciência. Nas respostas já se encontram pistas, como a experiência das mulheres, que eles não valorizavam.

Só depois vai mostrando como tudo o que os desanimava era coerente com a Palavra de Deus, Moisés (o Pentateuco) e os profetas (o restante do Primeiro Testamento). O Messias deveria mesmo padecer e morrer antes de entrar em sua glória. Aquela morte vergonhosa que os deixara decepcionados estava nos planos de Deus, era o caminho da vida, da salvação, do mundo novo, da libertação do novo Israel.

Mas faltava alguma coisa. Tudo esclarecido, faltava o agir. Não basta falar, é preciso fazer, as palavras podem comover, mas só o exemplo arrasta. Estava claro que o Messias deveria morrer daquela forma, que o dar a vida pelo outro é o que salva e livra da morte, mas por onde começar?

Jesus entrou para ficar com eles, mas só quando deu ao partir-repartir do pão o significado da entrega de si mesmo à morte, os olhos dos discípulos se abriram e eles decidiram voltar para a comunidade.

O Mistério

A Missa, como também essas nossas meditações, têm o mesmo esquema do episódio evangélico: A Realidade, a Palavra e o Mistério. A Palavra vem iluminar a realidade, pode ser ela a mais decepcionante. E o Mistério ou celebração atualiza o gesto decisivo de Jesus de dar-se em pedaços para tirar o pecado do mundo e reunir a humanidade dividida em contínuas discórdias.

José Luiz Gonzaga do Prado

Nova Resende – MG