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3º Domingo do Advento

CandlesOs Textos

1ª Leitura – Sf 3,14-18a

Salmo – Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.6)

2ª Leitura – Fl 4,4-7

Evangelho – Lc 3,10-18

A Realidade

O país que mais ganha dinheiro com o Natal é certamente a China. Lá o cristianismo quase não existe. Mas, de luzes pisca-pisca até brinquedos, imagens e tantos outros “produtos de Natal”, de tudo eles produzem e vendem para cá, para os Estados Unidos e para a Europa.

O mundo de cultura cristã quer comprar essas coisas, eles produzem bastante e barato e vendem, vendem, vendem. A cultura deles é outra, mas o que interessa é ganhar dinheiro.

A Palavra

Quem nos prepara para celebrar a chegada de Jesus ao mundo não são os produtos chineses, é João Batista. Sua figura austera (sua vestimenta, sua comida), relembrando a figura de Elias, já fala por si. No Evangelho de hoje vão fazer-lhe a pergunta fundamental para quem quer preparar a chegada do Salvador: “Que devemos fazer?”.

Sua resposta não é “gastar bastante!” nem “lucrar bastante!”. Sua resposta é “partilhar!”: “quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem e quem tiver o que comer faça o mesmo”. Caminha no sentido diametralmente oposto ao que se pensa, ao que se fala e ao que se faz no nosso mundo.

Profissionais em situação delicada também perguntam o que devem fazer. O publicano ou cobrador de impostos, além de trabalhar para os romanos, vivia da obrigação odiosa de tirar dinheiro das pessoas. Se tinha uma tabela, tinha também muita liberdade, podia se enriquecer facilmente… João não o manda abandonar a profissão. Manda ser honesto. É possível ser honesto! Deixar para outro seria omissão e covardia.

O mesmo acontece ao soldado. Trabalha para o Império, tem poder e pode abusar dele para extorquir dinheiro. João não o manda abandonar o serviço, manda ser honesto. Também aí é possível ser honesto. É possível aí trabalhar para o reinado de Deus. Deixar para outro seria omissão e covardia.

Tudo isso sem perder a alegria, celebrada nas outras duas leituras e no salmo.

O Mistério

Celebrar a entrega que Jesus faz de si mesmo à morte de cruz, não exige que a gente esteja sisuda e triste. É essa entrega de si à pior das mortes que traz a vida e a ressurreição. É o dar em partilha, não só a roupa ou o alimento, mas a própria pessoa, o corpo, e a própria morte, o sangue, que nos permite “celebrar a festa e a alegria, fazendo comunhão”.

José Luiz Gonzaga do Prado