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4º Domingo do Advento

CandlesOs Textos

1ª Leitura – Mq 5,1-4a

Salmo – Sl 79 2ac.3b.15-16.18-19

2ª Leitura – Hb 10,5-10

Evangelho – Lc 1,39-45

A Realidade

Quando o inquieto jovem Francisco descobriu que a pobreza é o caminho do Evangelho e pretendeu levar a todos essa descoberta, inventou o presépio. A reprodução visual da pobreza do nascimento de Jesus narrada no Evangelho segundo Lucas despertaria a Igreja e o mundo daquele tempo para a indispensável pobreza.

Até então o Natal não tinha a dimensão que tem hoje. Foi o presépio que fez do Natal a festa mais popular do cristianismo. Tornou-se tão popular que virou objeto de consumo e passou a servir como móvel da economia, motor do comércio, da produção e do acúmulo de riqueza.

A Palavra

A Primeira Leitura e o Evangelho de hoje vêm nos dizer que os caminhos de Deus são muito diferentes dos nossos caminhos. Os caminhos de Deus são os caminhos dos pequenos e dos pobres.

A palavra do profeta Miquéias é aquela encontrada por Herodes para mandar os Magos a Belém. Belém era a menor das cidades de Judá, mas dali saiu Davi, o menor de oito irmãos que se tornou o modelo de rei. Agora Deus continua seguindo os mesmos caminhos, é do pequeno, do lugar pequeno, que se pode esperar a salvação.

O Evangelho conta-nos uma história que nada tem de grandiosa. Uma jovem, grávida há pouco, vai prestar apoio a sua prima já idosa e no sexto mês de sua primeira gestação. Debaixo dessa simplicidade e pobreza está um grande acontecimento.

O Evangelho descreve a ida de Maria à casa da sua prima Isabel de maneira semelhante ao transporte da Arca da Aliança contada na Bíblia. A Arca da Aliança era o lugar da presença de Deus.

Assim, Maria é a Arca da Aliança que Isabel diz não merecer que entre em sua casa, como Davi havia dito. Diante dela João Batista dançou no ventre de sua mãe, como diante da Arca Davi dançou.

O Mistério

A Missa revela a grandeza das coisas pequenas. Os sinais que Jesus deixou, o pão e o vinho, são as coisas mais simples e comuns do dia a dia do seu povo e do seu tempo. Pouco a pouco, entretanto, empobrecemos ainda mais esses sinais, especialmente o do pão.

O “partir do pão”, nome que se dava à Missa, hoje quase não existe. O pão, se é que se vê mesmo pão nas hóstias, já vem partido. Nem por isso deixa de significar e antecipar o sonho de uma humanidade unida como os muitos grãos formam um só pão.

José Luiz Gonzaga do Prado