Domingo da Páscoa

ressurectoOs Textos

As mulheres eram consideradas novidadeiras e até mesmo fofoqueiras ou de falas fantasiosas. Houve um tempo – e não está tão distante – em que as mulheres nem podiam opinar, não podiam votar, por exemplo. Esse tempo vai ficando cada vez mais longe e hoje inúmeras mulheres assumem tarefas e responsabilidades antes só dos homens. É sinal de que a humanidade está mudando, o respeito ao valor e à dignidade das pessoas está crescendo.

A Palavra

Na época dos Evangelhos testemunho de mulher nada valia. Escritos dos primeiros rabinos dizem que é preferível queimar o livro da Torá (Bíblia) a permitir que uma mulher o leia.

Nos quatro Evangelhos a primeira pessoa a descobrir que Jesus não está no sepulcro é uma ou mais mulheres. Agora começa outro mundo, um mundo diferente, onde o ser humano vale mais.

No Evangelho de João, é Madalena, a discípula. Ela fala ao discípulo e a Pedro, o dirigente. Pedro vê, verifica, o discípulo crê, entende. O que vale é ser discípulo, ter cargo ou função pouco interessa.

Evangelho opcional é o dos discípulos de Emaús. Desiludidos e desanimados, eles abandonaram a comunidade. Jesus se aproxima, com eles caminha, faz perguntas, explica tudo e fica com eles. Mas é só no agir de Jesus que seus olhos se abrem. É um roteiro de vida. Caminhar juntos, saber ouvir (VER, a Realidade), fazer a ligação com a Palavra (JULGAR), mas é só no AGIR (Mistério) que “cai a ficha”, tudo fica claro.

Na fala de Pedro (Primeira Leitura) está um resumo da pregação inicial: O morto ressuscitado é o juiz da humanidade e esperança dos que nele creem.

Segunda Leitura pode ser Cl 3,1-4 (“Paulo” convida a pensar mais alto, à luz da Ressurreição e do Batismo) ou 1Cor 5,6b-8 (Na Páscoa jogavam fora o fermento velho. Ser novo fermento é ter a vida nova da Ressurreição).

O Mistério

Anunciamos a Morte do Senhor e proclamamos a sua Ressurreição enquanto esperamos sua Vinda. É a celebração da Páscoa no Mistério ou Sacramento eucarístico. É aquela morte assumida: “Meu corpo entregue, meu sangue derramado”. É o vivo, “que tem as chaves da morte”, presente na assembléia e nos sinais da morte. É a plenitude da Segunda Vinda, “a festa e a alegria, fazendo comunhão”.

José Luiz Gonzagado Prado

Nova Resende