Epifania do Senhor

the_magi_henry_siddons_mowbray_1915-trc3aas-reis-magosOs Textos

1ª Leitura – Is 60, 1-6

Salmo – Sl 71, 1-2.7-8.10-11.12-13 (R. Cf.11)

2ª Leitura – Ef 3,2-3a.5-6

Evangelho – Mt 2,1-12

A Realidade

Ghandi morou na África do Sul, onde a discriminação era oficial.  Quem não tinha a pela clara de um europeu não podia andar na calçada, não podia viajar de primeira classe e ainda tinha documento de identidade diferente do dos brancos.

Ghandi preparou um grupo de negros e indianos como ele para fazer uma fogueira pública desses documentos, prontos para não reagir, caso chegasse a polícia. A polícia veio, eles foram agredidos e não agrediram, mas continuaram colocando no fogo seus documentos.

Na Índia, conseguiu mobilizar todo o povo contra o domínio da Inglaterra. Conquistaram a liberdade, vítimas que assimilavam as agressões. Ele dizia: “Vocês, cristãos, que têm o Evangelho não o põem em prática. Se o fizessem, o mundo seria outro!”

A Palavra

O episódio dos Magos é o motivo da festa de hoje. Seu pano de fundo é a Primeira Leitura.

Pensar no seu significado: Os de casa, Escribas, Sacerdotes e Herodes, têm a Bíblia para entender quem era Jesus, mas ficam apavorados com a notícia do seu nascimento. Os de longe, os Magos, vêm prestar-lhe homenagem, vêm adorá-lo.

A comunidade que nos deu este Evangelho certamente viveu essa experiência. Eram cristãos judeus, mas devem ter visto muitos não-judeus procurando a fé cristã com maior entusiasmo do que muitos judeus. Hoje, os Magos são os não-cristãos como Ghandi, que vivem o Evangelho melhor do que nós.

A Segunda Leitura nos dá o principal significado desta festa: Deus chama todas as nações do mundo à salvação que vem por meio de Jesus Cristo. Não somos senhores da Palavra de Deus nem da salvação.

Todos são chamados e são capazes de descobrir os sinais de Deus em qualquer acontecimento ou fenômeno da natureza. Os Magos viram, numa estrela diferente que encontraram no céu, um aviso do nascimento de Jesus. E responderam ao chamado.

O Mistério

Epifania é Jesus que se manifesta como Salvador de todas as nações. O pecado, a cobiça, é um mal universal. É o que destrói o nosso mundo. Na Eucaristia celebramos Jesus que dá o sangue por todos, para livrar a humanidade do mal que se chama pecado ou cobiça. Ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo, da humanidade toda.

José Luiz Gonzaga do Prado