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O CUIDADO: RAZÃO DE SER DA IGREJA E MISSÃO DO CRISTÃO

O CUIDADO: RAZÃO DE SER DA IGREJA E MISSÃO DO CRISTÃO

 

Padre João Batista da Silva

 

O início de um novo ano é ocasião oportuna para lançar um olhar para o horizonte e aos que professam a fé cristã não seria possível de outro modo, senão com um olhar de esperança.

 

É inegável que os últimos tempos não foram os melhores. A pandemia da Covid-19 atravessou também o último ano e marcou a vida de todos. Mas, também, é notória a importância da Igreja na vida não só dos fiéis, mas da sociedade como um todo. Ela esteve presente de maneira terna, firme e serena, sempre apontando a esperança cristã como um caminho suave e restaurador, embora os duros revezes vividos pela humanidade.

 

Nos inícios deste novo tempo a ser vivido e desta história a ser escrita, vislumbra-se esta mesma Igreja terna, vigorosa e santa que cuida dos seus e aponta para as realidades futuras, pois traz em suas bases o Cristo e, movida pelo impulso do Espírito Santo, apresenta à humanidade a capacidade de, pela fé, se viver a vida presente com uma esperança sempre renovada nos bens futuros.

 

O cuidado da Igreja para com a humanidade é a razão de seu existir, ela é a concretização do projeto salvífico inaugurado por Jesus e continuado pelos Apóstolos desde os seus primórdios. Sacramento de Salvação, a Igreja atravessa a história humana como a dispensadora dos bens eternos no dia a dia da vida. Assim, acompanha a humanidade, especialmente os que a ela recorrem, oferecendo os Sacramentos, alento e esperança nos bens futuros diante dos desafios, sofrimentos e dores do tempo presente.

 

A Igreja é toda sacramental e como tal está presente na vida dos fiéis desde a tenra infância, com o Batismo, até o momento da partida deste mundo. Entre os sete, evidencia-se o Sacramento da Eucaristia, que é a tenda do encontro da pessoa humana com o Cristo que vem sempre a seu encontro. Os Sacramentos são dons de Cristo à sua Igreja e ela, por sua vez, é dispensadora destes dons, a fim de fortalecer a fé dos que os recebem.

 

Neste sentido, é alentadora a afirmação da Igreja, na Constituição Pastoral Gaudim Et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”. Torna-se urgente, da parte de todos os que professam a fé em Cristo e a Ele é configurado pela graça dos sacramentos, crescer na fé e tornar-se sinal de salvação na vida dos irmãos, na medida em que é capaz de escutar, como tem apontado o Papa Francisco ao convocar o Sínodo dos Bispos para 2023.

 

Que o novo tempo que se descortina seja uma oportunidade de os crentes abraçarem a fé com ânimo, coragem, determinação e compromisso missionário, colocando-se na defesa da dignidade da vida humana, sendo, assim, um sacramental de salvação na vida dos irmãos.

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