Solenidade da Santíssima Trindade

Os TextosSantíssima-Trindade

1ª Leitura – Ex 34,4b-6.8-9

Salmo – Dn 3, 52.53.54-55.56 (R.52b)

2ª Leitura – 2Cor 13,11-13

Evangelho – Jo 3,16-18


A Realidade

Surgiu uma nova droga mais barata, mais potente e mais devastadora do que o crac. Com a morte de Bin Laden o ódio contra os Estados Unidos, com o conseqüente terrorismo, vai aumentar. “O mundo está perdido! Para a humanidade não há mais remédio!” É um pensamento ou comentário quase espontâneo.

O mundo não tem salvação? Estará entregue ao próprio destino? Deus, onde estás? Ou Deus é um conceito, uma idéia, o Arquiteto do universo ou o Primeiro motor imóvel, que nada tem a ver com isso?

A Palavra

O nosso Deus não é uma idéia que desafia a inteligência dos filósofos. É um Deus que se revela cheio de bondade, caminhando na nossa história, nas lutas dos pobres que, liderados por Moisés, procuram uma terra. É o que vamos ouvir na primeira leitura de hoje.

No cântico de resposta, com as palavras do livro de Daniel, cantamos a grandeza do nosso Deus.

A segunda Leitura traz o final de uma das cartas de Paulo. Nas recomendações finais de sua carta o Apóstolo Paulo incentiva os leitores e ouvintes a continuarem na luta e lembra a presença de Deus na comunidade. A saudação final, retomada na saudação inicial da Missa, aponta para a atuação da Santíssima Trindade na comunidade.

O Evangelho traz um trecho da conversa de Jesus com Nicodemos, chamado por Jesus de o Mestre de Israel. Nicodemos não entenden Jesus, que fala em nascer de novo. Mas Jesus apresenta a visão cristã da atuação do Pai e do Filho.

Deus não que condenar o mundo, como tantas vezes somos tentados a fazer. Deus ama a humanidade e por ela entregou seu Filho. Imediatamente antes do trecho lido hoje, Jesus se comparava com a serpente de bronze na ponta de um mastro, que salvou os israelitas do veneno das serpentes. Na cruz ele nos salva dos nossos venenos.

O Pai e o Filho não querem condenar, querem salvar o mundo. O Espírito, invisível e livre como o vento, também não nos condena, ele nos santifica.

O Mistério

A Eucaristia é trinitária. Movidos e unidos pelo Espírito, apresentamos ao Pai a morte (corpo e sangue separados) do Filho Salvador como hino de louvor e glória. A glória de Deus é a salvação da humanidade.

Celebramos e nos comprometemos com Aquele que deu o sangue não para condenar, mas para resgatar do pecado.

José Luiz Gonzaga do Prado