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Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Os Textosjesus-na-cruz1

1ª Leitura – Dn 7,13-14

Salmo – Sl 92, 1ab.1c-2.5 (R.1a)

1ª Leitura – Ap 1,5-8

Evangelho – Jo 18,33b-37

A Realidade

No final da copa de 1958, ao receber os cumprimentos do rei da Suécia, Pelé colocou a mão no ombro do rei. Viram aí uma quebra do protocolo: ninguém pode tocar no rei. Logo em seguida comentaram: “Não faz mal! Hoje o rei é ele!” A partir de então Pelé passou a ser chamado de rei do futebol. Algum tempo depois a popularidade de Roberto Carlos deu a ele também o título de rei.

Os reis hoje não governam, são apenas chefes de estado, representam a nação. Quem governa é o Primeiro Ministro ou o Conselho de Ministros. No passado não era assim. O rei mandava, a vontade ou até mesmo um capricho do rei era lei.

O Papa Pio XI instituiu a solenidade de Cristo Rei para incentivar os cristãos a fazer de sua presença no mundo uma força de transformação. Através dos cristãos, Jesus deve governar o mundo.

A Palavra

Dentro da casa de Pilatos, representante do Rei de Roma, o senhor do mundo de então, Jesus, prisioneiro, de mãos atadas, diz que é rei e que para isso veio ao mundo.

Jesus não tem medo de Pilatos, que lhe responde de maneira agressiva, mas pergunta o que está acontecendo. Jesus responde dizendo que o seu reino não é deste mundo. Não está dizendo que não se interessa por este mundo e pelo que aqui acontece.

Diz que seu reinado é diferente, ele não tem seguranças nem exército para defendê-lo, não é como os “poderosos” deste mundo que se impõem pela força. Ele é rei de verdade e da verdade. Para isso veio ao mundo. Veio dar testemunho da verdade.

A verdade é a cruz. A verdade é dar a vida, sacrificar-se pelo outro. Mentira é a exploração do homem pelo homem. Mentira é o Mercado, o capitalismo, onde só têm lugar os “competentes”.

O livro de Daniel fala de um “filho do homem” levado à presença de Deus e a quem todos os povos vão obedecer. Mais adiante (v. 18) vai dizer que “quem vai receber o reinado são os santos do Altíssimo”, o povo fiel.

Enquanto isso, o Apocalipse dá às comunidades pobres e perseguidas o título de reis e sacerdotes, com o Crucificado, soberano dos reis da terra.

O Mistério

Na Missa celebramos o reinado de Cristo, “reino da verdade, da justiça, do amor e da paz”. A grande partilha que concretiza esse reinado se faz daquele que nos amou e por nós deu o seu sangue, a sua vida. Celebrar leva-nos ao compromisso de viver.

José Luiz Gonzaga do Prado