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A Criatividade Pastoral não existe em um coração pessimista

Motivados pelo desejo de “evangelizar com clareza de pensamento e grandeza de coração” (São João XXII), o encontro de Formação Permanente para o clero da Diocese de Guaxupé tratou de temas e questionamentos sobre a vida das comunidades na realidade pós-pandemia. Desde o início, motivando e despertando os padres para “jamais permitir que o pessimismo acabe com a criatividade evangélica”, o assessor padre Patriky Samuel conduziu todo encontro com leveza e otimismo diante das exigências atuais.

 

Formação permanente

Após dois anos sem a Formação Permanente do Clero da Diocese de Guaxupé, aconteceu entre os dias 18 e 22 de julho em Brodowski (SP), o encontro formativo com a assessoria do padre Patriky Samuel Batista, que atua como subsecretário adjunto geral da CNBB.
Os temas tratados e estudados em grupo correspondem às últimas exigências da ação pastoral: como lidar com os desafios pós-pandemia? Como reanimar as lideranças das comunidades? Como reaprender a ser pastor com otimismo, coragem e disposição em uma sociedade machucada pelo medo, a indiferença, a pobreza, o individualismo e a falta de humanidade?

 

Caminhos da pastoral pós-pandemia

Segundo o assessor, padre Patriky, é necessário começar processos que busquem as raízes da fé cristã, dando prioridade à experiência pessoal com Jesus Cristo e ao bom testemunho e não às teorias e aos belos discursos. Ainda mais, é indispensável possuir a firme esperança e confiança na graça de Deus e, ao mesmo tempo, espalhar as sementes da evangelização nas pequenas ações. Isso significa começar um processo de transformação que leva tempo, perseverança e conversão. Desse caminho surgirá, com paciência e confiança na graça, a partir das ações mais simples e pequenas de cada cristão batizado, um mundo mais humano.

 

Os padres neste contexto devem ser “artesãos da cura e da paz”, a começar com o anúncio do que é primordial: Jesus Cristo. Desta base não provém o ódio e a violência, mas o perdão e a comunhão. A fraternidade é o novo nome do amor capaz de salvar o mundo ferido pelas sombras do medo e da indiferença. Os presbíteros devem ter como prioridade, portanto, o agir com misericórdia e a busca da superação das divisões que existem nas comunidades, sabendo que “o coração do povo, com tudo o que ele contém, é a terra prometida mais próxima dele”.

Uma pastoral evangélica

Seguindo o cronograma de palestras, padre Patriky Samuel apresentou três princípios fundamentais para uma ação pastoral eficaz: o Evangelho, a Missão e a Comunidade. O caminho de evangelização desde as primeiras comunidades cristãs foi o de acolher no coração o evangelho de Jesus, anunciá-lo com amor e, consequentemente, formar comunidades.

 

No entanto, há desafios que precisam ser enfrentados com paciência focando não apenas em realizar tarefas, mas viver a espiritualidade de discípulos missionários na realidade local onde a comunidade está inserida. O padre, desse modo, precisa conhecer a realidade de suas ovelhas, desenvolvendo uma sensibilidade pastoral que zele e cuide das pessoas.
O caminho sempre seguido pela Igreja para transformar as pessoas em verdadeiros discípulos de Jesus passa por cinco etapas:

  1. O encontro pessoal com Jesus Cristo: o convite sedutor à vida cristã;
  2. A conversão: a resposta ao convite feito a partir do encontro pessoal com Jesus;
  3. O discipulado: o caminho de formação integral da pessoa que assume a fé;
  4. A comunhão: união da qual brota a fraternidade;
  5. A missão: tornar presente a realidade do amor de Jesus de Nazaré no mundo, nas situações mais simples do cotidiano.

A sinodalidade: caminhar juntos

Outro tema estudado durante as exposições do assessor da Formação Permanente do Clero foi a sinodalidade. A origem da palavra explica o seu sentido: sýn = juntos e hódos = caminho. Trata-se da capacidade de viver em conjunto, caminhando unidos e descobrindo, assim, a presença do ressuscitado na Igreja, como foi a experiência dos Discípulos de Emaús.


Para viver essa proposta é imprescindível a comunhão verdadeira, a participação ativa e consciente e, por fim, a missão que exige sempre o sair de si mesmo e ir em direção ao outro.

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