Considerada a primeira das sete maravilhas do município, o templo é fruto de uma sucessão de construções. Da doação do terreno, realizada em 25 de outubro de 1821 pela família Antunes Maciel, até o término da atual matriz, passaram-se 131 anos. A primeira capela, feita de sapé, foi levantada por famílias que viviam nas proximidades da Fazenda da Serra, cuja sede ficava situada próxima onde hoje se encontra o aeroporto. Seu primeiro vigário foi o Pe. Antônio Bento, de Jacuí Mg, que prestava seu atendimento na pequena capela, em 1853 foi elevada a paróquia tendo como seu primeiro vigário o Pe. Lucio Fernandes de Lima. Em 1879, um incêndio destruiu o templo, muitos leilões e doações, depois uma nova igreja foi erguida no mesmo local. Já nos primeiros anos do século XX, foi edificada sua fachada, com duas torres. Em 1932 foi destruída as duas torres para a construção de uma maior pois eram pequenas para abrigar uns dos maiores sinos do brasil com fundição em Milão.
Em 1947, Mons. Jerônimo Madureira Mancini optou por demolir o antigo corpo da igreja e erguer outro pois a torre já era nova, mais moderno e que comportaria mais católicos durante missas e celebrações. A edificação, acompanhada e concluída por Gumercindo de Carvalho, em 1952, sua arquitetura é baseada no movimento francês Art Déco, marcado pelo rigor geométrico e predominância de linhas verticais. Nesse movimento arquitetônico a tendência é tornar, através da percepção, o edifício mais alto. Os conjuntos arquitetônicos influenciados pelo movimento Art Déco é o Estádio do Pacaembu em São Paulo, a torre do relógio da Central do Brasil e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Entretanto, há na matriz de Paraíso elementos de influência românica, por exemplo, sua planta em cruz latina e as janelas em arco pleno.
Texto: Lucas Rocha