Agentes da Pascom do Setor Guaxupé Concluem Curso de Comunicação em Mídia Social
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Breve histórico:
Maria Villac era uma jovem campineira que sonhava em ser religiosa, numa Congregação na Bélgica. Mas a Primeira Guerra Mundial fez com que Maria ficasse em Campinas. Alimentava uma devoção a Jesus crucificado, meditando a Paixão e a Via Sacra, diariamente. Muitas outras jovens perceberam isso e procuravam Maria, para receber orientação espiritual. E, entre essas jovens, a ação do Espírito foi se manifestando. O grupo foi crescendo, em número e em compromisso. A devoção a Jesus crucificado que Maria Villac cultivava, irradiava-se por esse grupo e enchia a todas de uma espiritualidade dinâmica. Traziam essas jovens um forte zelo missionário. Fé e ação, oração e missão, eram a força motriz do grupo. Assim, esse grupo foi se fortalecendo, porque Jesus crucificado era o grande fundamento de suas vidas. Dom Barreto, campineiro, foi nomeado 2º bispo de Campinas (SP).
Um dia, Maria Villac foi com algumas de suas companheiras até Dom Barreto apresentar-lhe o regulamento para que seu grupo se oficializasse como Associação das Missionárias de Jesus crucificado. Colocaram Dom Barreto a par dos trabalhos e atividades que exerciam: catequese, visitas às famílias carentes, socorro material, orações, exercício da Via-Sacra. Dom Barreto entusiasmou-se; aprovou o regulamento e incentivou o trabalho. Assim, o grupo continuava com dinamismo muito grande dentro da Igreja de Campinas, com muitos “centros de catecismo”, nos bairros pobres, nas periferias das cidades. Em 1927, essas valorosas jovens já estavam, aproximadamente, com cinco anos de doação ao serviço do Reino de Deus. Dom Barreto, inspirado pelo Espírito Santo, convidou Maria Villac para transformar aquela Associação em uma Congregação Religiosa, para dar-lhe mais consistência, estabilidade e expansão. Assim, em 03 de maio de 1928, nasceu esta Congregação, com o nome de Missionárias de Jesus crucificado, com um jeito todo novo, diferente, das que existiam na época: na rua, no apostolado, não usar o hábito, mas traje secular. Enquanto a maioria das Religiosas não saía de casa à noite, as Missionárias faziam seu apostolado sem essa preocupação.
O grupo inicial era composto de 11 jovens. Dom Barreto cuidou do aprimoramento da formação das Irmãs, reunindo-se com elas e, juntos, elaborando os traços da vida comunitária, espiritualidade, missão e aprofundamento bíblico-teológico. Receber moças negras foi outra característica da Congregação. Um passo à frente na Vida Religiosa no Brasil. Realizavam visitas, reuniões com operários, Ação Católica, obras de misericórdia, catequese. Em 1941, faleceu Dom Barreto, repentinamente, mas deixou a Congregação fortificada e em pleno ardor missionário. Monsenhor Macedo assumiu a Congregação como Diretor Espiritual. Em 1942, eram 524 Irmãs, em 28 casas; em 1952, 1.012 Irmãs, em 59 casas; e em 1962, 2.136 Irmãs, em 127 casas. Desbravaram sertões, no lombo de cavalos, em canoas, em boleias de caminhões, a pé. Cortaram o Brasil, nas quatro direções.
A Missionária de Jesus crucificado fundamenta sua espiritualidade na Palavra de Deus, na Eucaristia, na oração pessoal e comunitária, na vida com o povo que vive a Paixão e a Ressurreição de Jesus em suas dores, alegrias, lutas e organizações. As Missionárias vieram para Poços de Caldas em 11 de abril de 1944 com o objetivo de assumir e manter o Asilo São Vicente de Paulo, bem como a catequese da cidade que, na ocasião, tinha três paróquias: Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora Aparecida e São Sebastião, além de diversas fazendas no município. Enquanto algumas Irmãs tomavam conta das pessoas acolhidas na instituição, as demais partiam para atender os diversos setores paroquiais. O Asilo São Vicente de Paulo foi fruto de um sonho do Vigário da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, padre Serafi m Augusto da Cruz, e de um grupo de senhoras que formavam a Associação das Damas de Caridade, fundada em outubro de 1914, e que desde a sua fundação acalantara a construção de um asilo para acolher os pobres que perambulavam pela cidade.
Por Irmã Antônia Iracy Bezerra

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