A Igreja no Brasil convida os fiéis católicos a participarem da Coleta da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, no início da Semana Santa. A iniciativa é um gesto concreto de partilha que busca transformar em ações aquilo que a Igreja anuncia durante o tempo quaresmal, especialmente por meio da Campanha da Fraternidade.
Os valores arrecadados nesta coleta são destinados a dois fundos que sustentam projetos sociais em todo o país: o Fundo Diocesano de Solidariedade, que permanece com 60% do valor na própria diocese, e o Fundo Nacional de Solidariedade, que recebe os 40% restantes. Por meio desses recursos, comunidades, pastorais e organizações podem desenvolver iniciativas que respondam às necessidades sociais, sempre em sintonia com o tema proposto a cada ano pela Campanha da Fraternidade.
Em 2026, o objetivo central volta-se para uma realidade que atinge muitos irmãos e irmãs: a falta de moradia digna. A proposta é promover, à luz da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade e direito, juntamente com os demais bens e serviços essenciais à vida de toda a população.
Neste ano, por decisão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não serão disponibilizados os tradicionais envelopes da coleta. Mesmo assim, a Igreja incentiva que padres, lideranças pastorais e comunitárias reforcem a divulgação da campanha e da finalidade dos recursos arrecadados, despertando nos fiéis o espírito de solidariedade e compromisso cristão.
Antes do período pascal, a Equipe Diocesana de Animação de Campanhas deverá publicar o edital para o envio de projetos que poderão receber recursos do Fundo Diocesano de Solidariedade, incentivando ações concretas que beneficiem pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Coleta da Solidariedade é um convite para que cada fiel participe ativamente na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Ao contribuir, a comunidade cristã ajuda a diminuir o sofrimento de pessoas que não possuem um teto digno ou vivem em condições inadequadas de habitação, realidade que compromete a saúde física, mental e espiritual.
Assim, unidos em espírito de fé e caridade, os fiéis são chamados a cuidar dos irmãos mais necessitados, lembrando as palavras do Evangelho: “todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes” (cf. Mt 25,31-46).










